Então voltamos ...

Mudamos, viajamos e ... voltamos. Mas vamos por partes.

Finalmente chegou o dia da esperada mudança. Rolou algum que outro estresse, algum que outro cansaço, alguma que outra sensação de "por favor! Me teletransporta para uma casa já arrumada". Mas num balanço geral, até que todo esse processo foi tranquilo.

Como comentei anteriormente, mudamos para a mesma rua - uma quadra de distância. Como a casa nova é cheia de armários, resolvemos ir levando as pequenas coisas (objetos pessoais, louças, brinquedos, livros e cacarecos mil) pouco a pouco. Como diz o meu Pequeno, provavelmente os vizinhos tenham pensado que somos meio malucos andando com malas, mochilas e sacolas pra cima e pra baixo. Mas, de certa forma, acho que foi até melhor. Tirava as coisas diretamente da casa velha e arrumava logo de uma vez na casa nova.

Os móveis pesados saíram no dia 18. Pequeno fez questão de acompanhar os moços da empresa de mudança em tudo. E não economizou palpites: "esse móvel vai. Tem que pegar com cuidado que quebra! Posso ajudar? Esse é do quarto. Do meu quarto. Pode trazer ele pra cá". Por várias vezes insistí que deixasse aos moços em paz. Ele dizia que "só" estava ajudando. Os moços sorriam e diziam para deixá-lo.

A primeira noite na casa nova foi excelente. Com quase tudo organizado, dormi feito um anjinho. Talvez pelo cansaço, mas nem o barulho da rua atrapalhou (agora sentimos na pele o que é morar "com vista pra rua").

agora temos uma "cortina natural"


Um dia e meio para tentar organizar o que faltava e ... lá fomos nós pra rua novamente: viajamos para o Sul, para reencontrar a família.

Achei o máximo viajar com meu mocinho de "quase 7 anos" (é isso que ele tem respondido quando as pessoas perguntam sua idade).

No aeroporto, já acostumado com a rotina de lá,  na hora de passar pelo controle tirou casaco, largou a mochilinha da câmera que estava levando e se preocupou em certificar se havia algum outro objeto no bolso. Passou sozinho e foi direto na esteira recuperar seus pertences. Achei o máximo! Já pode viajar sozinho. Totalmente independente.



Pediu que comprasse um gibi do Cebolinha e ficou bons minutos lendo a revistinha. Ficou envergonhado ao ter que me acompanhar no banheiro feminino.

- "Mas eu não preciso fazer xixi, mãe!"

Mas eu precisava. E, óbvio, não iria deixá-lo sozinho no saguão. Com um pouco de insistência, aproveitou e fez o último xixizinho antes da viagem. Mas tratou de lavar as mãos rapidinho. Banheiro feminino cheio e ele repleto de vergonha. Ficou um pouco mais aliviado quando, ao sair, reparou que havia mais um menino acompanhando a mãe.

No avião, buscou o número do assento e resmungou ao perceber que não sentava na janela. Ao decolar, pegou minha mão, apertou e esboçou um sorriso. Aconteceu o mesmo quando aterrissamos em Porto Alegre.

Lá no Sul, reencontramos nossa grande, linda, alegre, festeira e barulhenta família. Curtimos muitos dias de chuva e frio. Pequeno, desacostumado com baixas temperaturas, dormiu de touca e luva. Apesar disso, não deixamos de aproveitar momentos junto com nossa família. Pequeno ama estar por lá. Tá sempre pela rua na casa de alguém. Costumo dizer que "o primeiro que passa leva", porque é exatamente assim: o primeiro que passa por casa e convida "vamos?" ... piscou e Pequeno já foi.



Curtiu muito o vô e a vó. Contou histórias, fez fofoca e deram boas risadas juntos.

O vovô está se recuperando. Deu um grande susto. Agora inicia um novo período, nova fase, novo momento, novas preocupações ... mas a mesma energia positiva de sempre ao redor dele. Conversando com ele, percebi por vezes a mesma carinha indefesa que posso ver em meu Pequeno, algum que outro olhar de brabeza, de menino birrento, um choro meio disfarçado, um suspiro intenso ao receber um carinho. Paciência, fé e esperança é do que precisamos.

A vovó, incrivelmente ligadona nos 220W. Elétrica como nunca, tentando saber e estar em tudo. Anteninhas conectadas em todos os lugares. Resmungona, reclamona, ciumenta, preocupada e carente. Pirracenta, também, igual ao meu Pequeno de "quase 7 anos". Cansei de dar sermão por conta dos vários chocolates noturnos que a peguei comendo. Ela se limitou a sacudir os ombros e, desaforada, respondia: "tô nem aí", igual a uma criança.

A volta para casa foi tranquila. Estava feliz por estar com eles. Sempre me sinto "em casa", como se nunca tivesse partido. Mas também sinto falta do Rio (marido, sorry, mas eu adoro a Cidade Maravilhosa!) e, sobretudo, estava morrendo de saudades do meu amore. Assim que, chegou o momento de dar tchau para o frio.

Pequeno demonstrou, mais uma vez, ser um excelente companheiro de viagem. E amou ter voltado "na janelinha". Me ajudou com a bagagem e chamou o taxi. Admirou a paisagem na volta pra casa e, acredito, também sinta o Rio um pouco como "seu".



O recebimento? Melhor impossível: casinha nova arrumada, jantinha especial feita pelo marido ... e o abraço dele ... tão bom quanto há 11 anos!

Um comentário:

  1. Olá queridos!
    Bom demais conviver com voçês.
    Que a nova casa traga ainda mais alto astral para a família.
    Já estamos aguardando o retorno ao Sul.
    Beijos.
    Renato O irmaõ do meio
    O M B

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