E de repente, sem anestesia nem nada, ele solta:
- "Ow mãe! Quando tu morrer, vou escrever assim na tua lápide: Tatiana Fraga. O coração sempre vive!"
Hein?
Por alguns segundos fiquei em silêncio. Sempre espero tudo, vindo do Pequeno. Mas juro que jamais imaginei algo do estilo.
Por alguns segundos fiquei em silêncio. Sempre espero tudo, vindo do Pequeno. Mas juro que jamais imaginei algo do estilo.
Num primeiro momento pensei: "poxa, menino! Sai pra lá ... nem eu penso na minha lápide ainda ...". E resmunguei cá com meus botões: lápide ... ele nunca tinha falado isso antes ... nem eu mesmo costumo falar lápide. No máximo, túmulo. Lápide é chique demais ...
Fiquei chateada, reconheço. A realidade desabou, feito temporal de verão.
Ele percebeu o meu desapontamento e tentou remediar:
- "Ah, mas não te preocupa ... vai demorar muito pra isso."
Por um segundo desejei que Pequeno tivesse pitadas de vidência.
Por um segundo desejei que Pequeno tivesse pitadas de vidência.
Não. Não fiquei aliviada. Mas, com a frase ecoando no cérebro, fui analisando palavra por palavra tentando entender o que ele queria dizer.
"O coração sempre vive".
Achei bonito. Poético até.
No final, sorri. Entendi o que ele quis dizer. O coração sempre vive. Ou, o que é o mesmo: o sentimento nunca morre.
Olá querida irmã!
ResponderExcluirLindo, poético, infantil, profundo, emblemático, carinhoso, amoroso, espirituoso, coisas que só poderiam mesmo vir do Nicolinha.
Beijo no coração.
Amamos voçês.
Renato Fraga
O do meio, o mais bonito
Organizar idéias, refletir sobre a vida, ter esperança no futuro e ter a certeza que o nada não existe...é um privilégio de poucos ainda mais se temos pouca idade.
ResponderExcluirUm beijo...da tia do meio.
:)
ResponderExcluirEu fico impressionada com a filosofia do Sr. Nicola… Ele é mesmo um pensador.
ResponderExcluirEsse Pequeno... e suas filosofias de vida.
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