Ser mãe é ...

AVISO AOS LEITORES: o post de hoje pode ferir sentimentos de pessoas sensíveis. Baseado em fatos reais da rotina materna.

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Quando somos mães nossa vida, definitivamente, muda. Muda tudo. Inclusive, nossa rotina. E não me refiro a rotina típica de uma mãe com seu bebê (dar o peito e/ou mamadeira, trocar fraldas, etc). Me refiro a rotinas pessoais mesmo. Por exemplo, o simples ato de ir ao banheiro.

Dependendo da idade (meses) dos filhos, passamos por diversos estágios: aprendemos a prender o xixi até o momento em que a criaturinha caia no sono - simplesmente não dá tempo -, descobrimos que nosso corpo é capaz de aguentar dores intermináveis de barriga, trocamos qualquer xixizinho por alguns minutos de sono e descanso ... e por aí vai. Até que chegamos no estágio de situação quase controlada. O que significa ir ao banheiro quando tivermos vontade, mas sem passar a chave na porta (e algumas vezes, por medida de segurança, com a porta aberta mesmo) - fica bem mais fácil reconhecer barulhos duvidosos.

O fato é que desde que me entendo por mãe, nunca mais me tranquei no banheiro. Foi um costume adquirido, por necessidade mesmo. Apenas quando temos visita em casa é que tranco a porta.

Minha criaturinha cresceu. Minha bexiga agradeceu. Agora não preciso mais treinar para entrar no Guinness Book por ser a mãe que mais tempo aguentou um xixizinho nesse mundo. Ufa! 

Só que Pequeno não me deixa em paz. Vira e mexe, estou tranquilona no banheiro, vem a criatura e entra sem nem menos bater na porta ou perguntar se pode entrar.

Quer algo pior? Ele adora - ADORA - bater papo comigo enquanto estou no trono. E não adianta pedir "por favor, sai daqui", "depois a gente conversa", "dá licença, menino!" e muito menos ameaçar "vou te botar de castigo." Nadica de nada! Ele entra, senta (no chão) e começa:

- "Sabe mãe, tenho uma coisa pra te contar. É importante ... blablablá ..."

O assunto nunca é importante. Na verdade, quase sempre é conversa fiada. Desculpa esfarrapada mesmo.

Então, desde algum tempo, passei a chavear a porta do banheiro novamente. E, quando o marido está por casa, melhor ainda: meus minutinhos de paz, descanso e alívio. Sem pressas e muito menos preocupações (de o quê a criatura possa estar fazendo - vai que em dois minutos ele resolve botar fogo na casa???).

Mas ... e  vocês pensam que ele desiste?

A última  agora é que, não bastasse ficar do lado de fora batendo na porta, espiando pela fechadura, tentando conversar pela fresta , ele começou a escrever cartinhas e passar por debaixo da porta.


- "Manhê! O mãeeeee! E aí?! Já leu minha cartinha? Mãe!"

Não. Não tem intestino e muito menos bexiga que aguente ...

Um comentário:

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