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Sobre largar de mão, sobre copos sempre cheios e filosofias de vida.

Opa! Peraí! Deixa eu tirar essa teia de aranha daqui. Pronto. Não. Peraí de novo! Limpando a poeirinha daqui de cima. Ah! Agora foi: pronto.

Sou totalmente consciente do tempo que andei desaparecida. E não vou inventar nenhuma desculpa: foi falta de motivação mesmo. Zero vontade para sentar e escrever por aqui. E não foi falta de assunto, falta de história, falta do que compartilhar.

Acho que simplesmente cansei do monotema: ainda hoje, mesmo já tendo saído da reclusão total, podendo andar por aí (embora ainda sigamos com muitas restrições), tenho tentado evitar ao máximo falar, ler, escutar algo a respeito do tema coronavirus. Negação total, eu sei. E também sei que ela em excesso, como todos os excessos, não faz bem.

Talvez por isso tenha andado bastante irritada, sem paciência (acredite: isso é possível), quase como um ouriço quando é incomodado. Isso não significa que esteja excomungando meio mundo (na verdade, só o Pequeno, eu acho ... e não reconheço isso com orgulho). Para ser bem sincera, essa "falta de paciência meio estranha" tem até me assustado mais do que as outras porque ela é diferente. Eu simplesmente 'largo de mão' (como se diz no meu bom e velho gauchês). Eu simplesmente mentalizo tudo o que incomoda, mas não exteriorizo. Talvez seja um atalho para infartar daqui a pouco (toc toc toc! Bati três vezes na madeira.) ... ou não. Na verdade fico até mais leve. Porque simplesmente ... não me importa. Respiro fundo, conto até dez ou vinte, se for necessário ... e pronto. Viu que não vale a pena?

Talvez tenha despertado uma partezinha egoísta que estivesse adormecida. Não vou me excusar dizendo que ela nunca existiu. Porque se ela existe agora, nesse momento, é porque ela sempre esteve aqui. E não falo isso como uma queixa, reclamação ou como algo negativo. Pelo contrário, me sinto bem mais aliviada, leve e em paz. 

Vai ver  aprendi a separar muito bem o que é importante e o que não. Dar a verdadeira importância para as coisas: o que posso mudar, o que depende realmente de mim, por mínima que seja minha participação, acarretará todo o esforço que consiga fazer, de verdade. Mas o que não depende de mim, o que eu não consiga mudar, o que me deixe com uma sensação de perda de tempo, sinceramente, 'larguei de mão'.

E todos esses 6 parágrafos escritos até agora não são de reclamação. Como disse, tenho nutrido um sentimento profundo de paz. Não é alienação, simplesmente tenho escolhido não sofrer. Aliás, quem me conhece sabe que sempre tive fama de chorona. Pois lamento contar pra vocês que chorar, chorar mesmo nestes últimos meses, foi quase nada.

Eu não sei se fiquei insensível. Isso somente o tempo poderá dizer. Prefiro acreditar que seja, simplesmente, maturidade. Acho que escolhi sofrer menos. Ou, talvez, tenha percebido que mesmo dentro da angústia e da tristeza, existem momentos positivos, de descoberta, de oportunidades únicas e até mesmo de felicidade. Peraí que mais adiante profundizarei sobre isso.

Quanto aos meus Nicola's, vão muito bem. Obrigada!

Nicola Sênior segue trabalhando desde casa (e eu tenho amado isso). Além da companhia (apesar de não ser a companhia total que desejava, porque o coitado trabalha pra caramba), tenho um marido que adora cozinhar quando está estressado. Pra ajudar, ainda cozinha bem o danado. Ruim? Nada. Eu amo os estresses dele! Assim me livro da cozinha, que não é meu lugar favorito da casa. Tá aí um primeiro exemplo de coisas positivas acontecendo junto com as negativas :) 

Pequeno? Está ótimo também. Ontem foi o último dia de aula. Cumpriram o calendário escolar programado no início do ano letivo e entrou oficialmente de férias. Isso sim, com deveres de férias por fazer (sim, aqui eles tem deveres para fazer nas férias, os chamados 'compiti delle vacanze' - sinceramente acho uma baita - olha o gauchês aí de novo - de uma sacanagem!). No final de junho vai fazer um intensivão de teatro (era para ter começado seu tão sonhado curso de teatro em março) e está super ansioso. Ganhou uma bicicleta mas, tadinho, desde que a compramos só chove.

Pequeno está um rapazinho lindo (modéstia à parte!), cresceu pra caramba (as roupas pra doação que o digam) e tem um charme especial todo dele. Tem nos bombardeado com perguntas profundas, algumas até nos deixam sem reposta. Outras nos deixam sem fôlego (por exemplo, quando perguntou se sabíamos o exato momento da concepção dele - os abstenho da minha resposta porque, com certeza, não é a esperada ... ). 

Pequeno está refletindo muito sobre essa experiência de vida, dele e nossa. E eu acho isso o máximo. Significa que ele não está inerte ao que vem acontecendo ao seu redor.

Dia desses veio puxar papo dizendo que 2020 será o pior ano das nossas vidas. Tentei fazê-lo ver a situação desde uma outra perspectiva. Eu gosto de proporcioná-lo outros pontos de vista e logo debater com ele sobre. 

Disse que  não acho que seja o pior ano das nossas vidas. Primeiro,  2020 ainda não acabou. Segundo, porque apesar de tudo de ruim que aconteceu, havíamos tido possibilidades únicas de vivenciar coisas que, talvez, sem essa pandemia, jamais tivéssemos tido a oportunidade.

- "Tipo?", me perguntou ele meio desafiante.

- "Tipo termos tido a oportunidade de convivermos durante mais de 3 meses, 24 horas por dia juntos. Foi (e ainda está sendo) maravilhoso poder passar todo esse tempo juntos."

Tentei fazê-lo compreender que, pra muitas pessoas, esse momento de convivência familiar intensa, talvez não tenha sido tão bom assim. Famílias que brigam, mães/pais/filhos que não se respeitam, conflitos, angústias. E no nosso caso foi totalmente o contrário. Saímos mais fortalecidos ainda como família. Pra mim, isso foi uma coisa positiva, mesmo vivendo um momento difícil.

- "É. Me fala outra coisa positiva?", perguntou novamente, quase com a certeza de que me deixaria muda.

- "Saímos fisicamente ilesos. Nós e nossas famílias (e rezo diariamente para que siga assim!). Não podemos reclamar do quão abençoados fomos e somos. Quantas coisas tristes vimos por aqui. Tanta gente que não teve o direito nem de dar o último adeus ao seu caro. Tanta gente que perdeu muita gente em pouco espaço de tempo. Isso sim é triste."

- "Verdade."

E quando eu achei que já não teriam mais perguntas, porque o silêncio foi ficando intenso (coisa bem difícil para Pequeno), ele me perguntou:

- "Então qual foi o pior ano da tua vida?"

Respondi que não havia tido ainda  (toc toc toc - de novo!) um pior ano na minha vida. Porque mesmo tendo acontecido coisas ruins em muitos deles, também havia vivido coisas boas e felizes nesse mesmo ano. E que, no final, o balanço real, somente nós mesmos deveríamos fazer, de acordo com nossos sentimentos. 

- "Talvez o pior ano da nossa vida poderia ter sido 2007 quando o nonno faleceu (ontem fez 13 anos da sua partida). Mas olha como a Vida é interessante: 3 meses depois tu nasceu, e foi o melhor momento das nossas vidas. Nós sofremos mas também fomos muito felizes neste ano. Nessa vida ser ou não ser feliz está em nossas mãos. Sabe aquela história do copo vazio ou do copo cheio? Pois eu escolho vê-lo sempre cheio. Nós sempre vamos viver momentos de felicidade e alegria ... e momentos de angústia e tristeza. A gente escolhe qual o que a gente quer que permaneça. 2013 também foi um ano difícil: a vó precisou fazer a cirurgia do coração e logo o vô foi diagnosticado com câncer. Mas felizmente a vó se recuperou e o vô foi se recuperando também. E aí a gente passou da angústia ao agradecimento. Da sensação de tristeza à sensação de felicidade."

- "Nossa, mãe! Agora foi muito profundo isso que tu disse", respondeu Pequeno que ficou me olhando dentro dos olhos durante alguns segundos.

Ele não perguntou mais nada. Eu fiquei bem quietinha refletindo. Foi um ano bem complicado pra ele. Do nada teve a vida interrompida. Deixou de frequentar a escola diariamente, de ter o contato com os colegas, seu pequeno e restrito círculo de amizade que ele ainda tenta conquistar depois de  pouco mais de um ano morando aqui. Deixou de ter os encontros de sextas-feiras no oratório. A primeira viagem sozinho com os colegas do oratório também não aconteceu (em maio iriam para Assis). A tão esperada viagem para o Brasil também não ocorreu. O tão sonhado curso de teatro também ficou em pause. Ficou meses vendo a vida passar pela janela. Chorou quando levaram nossa vizinha. Ficou agoniado com as notícias da TV e hoje, quando ainda seguimos juntando as folhas depois da tempestade, o simples fato de chegar no parque e encontrá-lo cheio de gente, lhe causa um certo medo e desconforto. Logo ele que é o menino mais sociável do mundo ...

Pois é. É exatamente isso, meu filho. A vida vai ser sempre assim, com ou sem pandemia: vai ser sempre cheia de altos e baixos. De dias lindos de sol e dias de chuvas e trovões. Dias de felicidade e dias de tristeza. Dias de sorrisos de doer a barriga e dias de lágrimas que deixam os olhos inchados. Dias de alívio e dias de preocupação. Dias de frio no estômago e dias de dor no estômago.

Lembra sempre do copo meio cheio. E não esquece que a direção da tua vida está em tuas mãos.

Eu desejarei  que escolhas sempre o caminho da felicidade. Ele não é fácil, mas é vital.



Feliz Dia, Papais!

Dando uma paradinha nos post's sobre as férias, mas por um excelente motivo: porque queremos fazer um post de Dia dos Pais.

Pequeno, que pegou o gostinho do protagonismo total aqui no blog, quis ser o mestre de cerimônias. Na dúvida, melhor não contrariar :)

Mas, antes do Super Menino entrar em cena, deixo registrado o meu beijo gigante para todos os pais das nossas famílias (apesar de que na Itália já se celebrou o Dia dos Pais em março). Tenho a "sorte" de estar rodeada de pais maravilhosos!

Óbvio que o beijo especial é para meu pai!

Feliz Dia!

Férias Parte 2 - Ouro Preto.

Era meu desejo de consumo, digamos assim. Tinha um pequeno sonho de conhecer essa cidade. Lembro de láaaaa nos meus tempos áureos  de estudante primária, quando estudamos a Inconfidência Mineira, ter visto fotos em livros (naquela época fazíamos pesquisas na biblioteca da escola) e achar a cidade linda. Já morando fora do Brasil, lembro que uma amiga veio de férias pra cá e foi a Ouro Preto. Me mostrou fotos e, então, sentenciei: "algum dia tenho que ir lá".

Me decepcionei um pouco com Tiradentes. Não que a cidade não seja bonita, pelo contrário, é. Mas talvez porque tenha ido em um domingo em temporada de férias e estava repleto de gente, de carro, de motos, charretes e cavalos. Tinha um pouco de "medinho" de Ouro Preto me decepcionar, já que as expectativas eram grandes. Mas, o fato de estar indo em dia de semana já  ajudava um pouco.

Resumindo: amei Ouro Preto!  Desde o primeiro instante, quando na chegada passamos pela Praça Tiradentes e nem pude olhar tudo direitinho, pois tinha que prestar atenção no GPS pra indicar o caminho certo pro marido (fazemos trabalho de equipe). E continuei encantada até a hora de ir embora, com a última foto que tirei.



Tínhamos 3 dias pra ficar por lá. Então, havia tempo suficiente pra visitar tudo o que queríamos conhecer, com calma. Não fomos em todos os locais, nem visitamos todas as igrejas (algumas porque nem era nossa opção, outras porque estavam fechadas para reformas e outras porque estavam fechadas na hora em que fomos - acontece muito disso por lá, os locais fecham em determinados horários, é preciso estar atento e se programar direitinho se você tiver pouco tempo para conhecer a cidade).

Alucinei com a ladeira onde ficava nosso hotel. Quando chegamos e estávamos descendo com o carro, tive a sensação de estar numa montanha-russa. Deu até friozinho no estômago. Aposentamos o carro por dois dias, logo após descer com as bagagens. Só o tiramos da garagem da pousada para visitar a cidade de Mariana (que fica para um próximo post, junto com a visita da Mina da Passagem).

Fizemos todos os nossos passeios em Ouro Preto a pé. Mas tudo com calma, devagar, sem pressa e sem exagero. Até porque tem ladeira pra caramba e tínhamos um Pequeno acompanhante de perninhas ainda curtas.

Antes mesmo de qualquer passeio, li pra ele (nosso acompanhante - ou nossa "malinha") a história da cidade e da Inconfidência. Se espantou  quando soube que a cabeça de Tiradentes ficou exposta na praça que estava a poucos metros de nós. Alucinou mais ainda quando soube de uma história de que a cabeça foi roubada e nunca mais a encontraram.

Foi então que ele traçou dois objetivos:

1) encontrar ouro (preto);
2) achar a cabeça de Tiradentes.

Diz ele que um dos objetivos foi alcançado. Já veremos nos seguintes post's :)

Não vou entrar em detalhes de tudo o que vimos e visitamos. O intuito não é dar dicas para visitantes, mas sim relatar sobre nossa viagem. Mas, se alguém quiser alguma dica, só mandar recadinho, comentário ou escrever para nosso e-mail (que está aí na foto de capa) que, se possível, terei imenso prazer em contribuir.

A cidade tinha turistas, mas não estava sufocada. Não pegamos fila em nenhum lugar, nem nos estressamos em nenhum momento. Mas, parece ser, que lá por quinta, sexta-feira, o negócio começa a lotar.

Existem vários guias pela cidade, para explicar a história das igrejas, do Aleijadinho, das esculturas, pinturas, pra fazer passeio, etc. Não gostamos muito desta opção. Preferimos sempre pesquisar antes, ler um pouquinho sobre e, logo, fazer nossos passeios e visitar do nosso jeito. Num dia, quando fomos visitar uma igreja (que estava fechada - por isso falo dos horários), um guia veio puxar papo conosco e acabou nos dando grandes dicas.

Comemos muito bem em Ouro Preto. Numa noite, apenas, por conta do cansaço, não tinha condições de ir para nenhum lugar mais (passeio cansa também!), compramos sanduíches, abrimos um saco de batata frita que tínhamos levado de casa e fomos aproveitar o jardim da pousada. Até fizemos brinde com um vinhozinho (que também tínhamos levado de casa). Tudo sob a luz de uma lua linda. Pequeno achou o máximo!



Nosso primeiro passeio foi na Casa dos Contos. Pequeno adorou ver aquele monte de dinheiro e só ficava perguntando "qual era o dinheiro do meu tempo" (e encontrei vários 'dinheiros do meu tempo'). Se impressionou com a senzala e resumiu, por sua própria conta, que o lugar era muito triste e que tudo era muito injusto.



A cada igreja visitada, rezávamos juntos, cada um com seus pedidos. Depois, em segredo, veio me dizer que estava rezando para uma pessoa em especial. Numa outra igreja que visitamos (a que estava fechada quando conhecemos o guia), ficamos eu e Pequeno para trás, marido foi visitar o jardim. De repente, cadê o menino? Foi então que percebi que o menino estava numa capelinha a parte (que eu ainda não tinha visto), ajoelhado, de olhinhos fechados, rezando numa compenetração que me emocionou. Saí da igreja chorando. Por sorte estava com meus óculos do poder, que me fazem invisível em determinados momentos :)



Comeu que foi uma beleza (e ele não costuma ser "bom de garfo") e, junto com o pai, viraram quase sócios de uma das cafeterias da cidade. Gamou num pudim de laranja que não teve santo que fizesse ele pedir outra coisa :)



Pequeno gostou muito do passeio, embora não tenha feito "nenhum amigo pra brincar" e, vez que outra, reclamava de saudade do hotel de Tiradentes. Mas logo passava. Também curtiu o jazz dos restaurantes, não saía de nenhum lugar sem assinar o livro de visitas, morreu de medo ao avistar em uma das capelas uma escultura de um crânio, se esforçou para fazer poses magníficas a cada foto e foi um companheiro notal mil. Marido também gostou bastante da cidade. E eu, simplesmente amei. Acho que já falei isso antes :)



Uma pena que acabou ... e que a viagem de volta pra casa foi longa, bem longa ...

Férias Parte I - Tiradentes

Se tivesse que resumir essa primeira parte das férias em apenas uma palavra seria  felicidade. Se tivesse que usar uma segunda palavra seria liberdade.

Resolvemos aproveitar a última semana de férias de inverno do Pequeno para, finalmente, conhecer um pouquinho de Minas Gerais. Sempre tive desejo de conhecer Ouro Preto. Resolvemos, então, fazer um passeio duplo nas cidades de Tiradentes e Ouro Preto, nesta ordem.

Sabíamos que a segunda parte da viagem (Ouro Preto) seria de caminhadas, histórias, visitas e muito sobe e desce. Decidimos que a primeira parte da viagem (Tiradentes), teria que ser algo mais tranquilo e, se possível, um passeio especial para Pequeno.

Depois de muita pesquisa no Google, lendo fóruns dos sites de viagens e pesquisando preços (porque no período de férias tudo praticamente dobra), achamos um hotel fazenda, especial para crianças, que fica entre as cidades de São João del Rei e Tiradentes. Não imaginávamos que Pequeno iria aproveitar tanto quanto aproveitou.

A viagem foi tranquila. Paramos na estrada para almoçar e tivemos sorte com o restaurante: comida mineira caseira e deliciosa. Pequeno resmungou para descer do carro (birra de criança presa várias horas dentro do carro e, quando finalmente ele consegue dormir, acabamos parando para almoço - sacanagem, né?!). Disse que não iria comer nada, mas quando sentiu o cheirinho, não aguentou e comeu que foi uma beleza!

Fomos direto para o hotel fazenda. Pequeno super ansioso para ver o que tinha por lá e, também, para dormir em uma cabana.

Da cabana ele viu foi bem pouco. Chegou, ajudou a tirar um pouco de coisas do carro e, logo, foi fazer o reconhecimento do hotel.

A verdade é que o local superou nossas expectativas. Realmente era especial para crianças, com direito a piscinas  (uma na parte externa e uma piscina aquecida), sala de brinquedos, sala de videojogos, parquinho, pula-pula, quadra de futebol, futebol de sabão, passeio de cavalo, um monte de galinha solta ... e um monte de criança. Pequeno não demorou para se enturmar.




Ele se sentiu livre ... e realmente estava. Muitas vezes ficou sozinho com os amigos e "se achou" o máximo por isso. Na nossa última noite no hotel, após o jantar,  fui para a cabana organizar as coisas para seguir viagem, ele ficou sozinho com os amigos brincando de 'verdade e consequência'  e, logo,  voltou sozinho "para casa". Perguntei se não havia ficado com medo, já que era noite e estávamos, literalmente, no meio do mato. Respondeu que não, com cara de "mãe, já sou grande, sei me defender".

Dos 3 dias que ficamos ali,  visitamos a cidade de Tiradentes apenas em 1 dia.

Eu e Pequeno fomos de São João del Rei a Tiradentes com o trem, uma Maria Fumaça que eu, particularmente, não gostei muito. Conseguimos os dois últimos bilhetes do horário da manhã. Mais cinco minutinhos e ficaríamos sem andar de trem (já que apenas tinha bilhete para tarde). O passeio é legal somente na saída e na chegada: quando sai é aquela fumaceira e aquele apito típico das boas e velhas Marias; e quando chega em Tiradentes é legal ver o processo de troca de trilhos (na verdade, o mesmo trilho, trocam é a Maria Fumaça de lado), tudo feito manualmente. Mas durante o trajeto, não tem muita graça. Achei o passeio de Maria Fumaça do sul (lá na cidade de Bento Gonçalves) bem mais legal. E, dizem, o passeio de trem entre as cidades de Ouro Preto e Mariana (que não fizemos) é bem mais interessante.



Marido fez o trajeto de carro, assim poderíamos voltar na hora que bem quiséssemos, já que quem compra trajeto de ida e volta tem hora certa para ir e para voltar e queríamos conhecer a cidade de Tiradentes no nosso tempo, sem estresse de hora.


A cidade de Tiradentes é bonita mas, talvez porque tenhamos ido em pleno domingo, achei cheia e muito tumultuada de carros. Aliás, carros por todos os lados. Isso me incomodou um pouco.


Não fizemos toda a rota turística da cidade. Nem optamos pelos vários passeios de charretes disponíveis. Resolvemos fazer nosso trajeto a pé mesmo, para tristeza do Pequeno (que só lamentava que poderia estar fazendo "um monte de coisas" no hotel ). Sapatos confortáveis (porque o pavimento da cidade assim o pede) e ... pernas pra que te quero.




Após o almoço fizemos mais alguma caminhadinha pelo centro histórico e, logo, voltamos para o hotel.





O dia seguinte foi totalmente dedicado para o descanso. Pequeno se divertiu, passou todo o dia com os amigos. Durante a tarde até aproveitou o 'café da tarde' do hotel. Quando voltou pro quarto, disse que havia provado um bolo de chocolate delicioso (e que, infelizmente, acabou logo) e alguns biscoitos. Perguntei se tinha bebido algo:

- "Aham. Bebi água. Quente."

- "Água quente, meu filho?"

- "É ... é que fui pegar algo pra beber e não vi nada além da água ... quente."

Provavelmente o cafézinho da tarde do hotel tenha também chá. E o danado do menino não "atinou" a colocar um saquinho de chá dentro da xícara ... com água quente :)


Mas não foi só Pequeno quem curtiu. Eu e marido também descansamos, relaxamos e aproveitamos. Curtimos a piscina do hotel (ele mais do que eu), a academia, os caldos que o hotel oferecia todas as noites para os hóspedes (uma delícia!), as sobremesas mineiras (mais delícias!).

Nossa partida rumo a Ouro Preto foi meio estressante, sobretudo porque Pequeno não queria ir embora (e a verdade é que eu, no lugar dele, também faria o mesmo). Até chorou de saudade, sem ao menos ter partido. A verdade é que até deu um pouco de peninha, dos amiguinhos comentando que "hoje ele iria embora", Pequeno que nos olhava com cara de resignação.

Mas, felizmente, as férias ainda não haviam acabado. Aliás, ainda estava na metade e muita coisa viria pela frente :)

Dia do Amigo.

Esse vídeo era para ter aparecido por aqui logo cedinho. Mas ... filho em casa de férias é igual a trabalho dobrado :)

Então, ainda em tempo, desejamos um Feliz Dia para todos nossos Amigos!

Obrigada por sua amizade ... e aperte o play!





Estudando Ciências.

Pequeno está na última semana de testes. Logo, na semana que vem, iniciam-se as provas do 2° bimestre.

Estamos em processo de estudo aqui por casa. Digo "estamos" porque acaba sobrando para pai e mãe (sendo bem sincera, mais mãe que pai) dar aquela ajudinha com alguma que outra explicação. No final,  estudamos junto revendo a matéria.

Pequeno tem um esquema de estudos onde, de segunda a sexta, ele estuda um pouquinho de cada coisa, assim, sábado e domingo é livre para descanso, passeios, curtição em família, etc. Acontece que meu menininho é preguiçosoooooooo.

Não ajudo com respostas. Faço questão de, caso ele não entenda, não dar as respostas mastigadas nos deveres. Ele precisa errar e tirar as dúvidas com as professoras (até porque não entendo nada de didática, nada de metodologia de ensino). Sou mãe e ponto final.

Mas se tem algo que faço questão é de ensiná-lo a pensar ... por si próprio. Se tem dúvida, lê no caderno, na apostila, refresca a memória e tenta lembrar. Em último caso, se persistir no erro, leva pra profe na escola e pergunta. Ela, melhor do que ninguém, vai saber captar aonde está o erro ou a falta de entendimento do assunto.

As provas na escola tem data marcada, mas os testes são surpresa (embora algumas vezes as profe's avisem).

Ontem e hoje Pequeno estudou matéria de Ciências. Um capítulo, em particular, foi o que ele mais mostrou interesse: fenômenos naturais (tsunami, terremoto, vulcão, deslizamentos, etc).

Buscando fazer algo diferente, para o estudo não ficar monótono, resolvi pegar a câmera (que finalmente voltou do conserto) e disse que iria gravá-lo. Como se ele fosse um apresentador, teria que me explicar sobre o assunto que ele tanto demonstrava interesse.

Acabou que descobri um monte de coisa nova :)



O que significa?

Há muito tempo essa pergunta é comum na boca do Pequeno:

- "Mãe (ou pai)! O que significa isso?"

Ele é curioso por natureza. Desde muito cedo mostrou interesse por saber, conhecer, entender o significado das coisas, palavras, etc.

Acontece que o tempo vai passando, a criaturinha vai crescendo, ficando mais inteligentinho, espertinho ... e a danada da curiosidade só aumenta (felizmente!).

Ontem, a tardinha, depois de ver uma publicidade de sei-lá-o-que, veio me perguntar:

- "Ow, mãe! O que é tratamento?"

Pausa de uns 15 segundos tentando achar uma resposta à altura ...

- "Tratamento? Hummmm ... deixa eu ver ... bom, tratamento pode ser quando a gente 'trata' alguma coisa. Um exemplo: a mamãe tá perdendo os cabelos, né?! Então ... a mamãe tá fazendo um tratamento com remédios, tratando os cabelos, pra melhorar."

Ele ficou com cara de "Mãe! Pode repetir?", resolvi dar outra explicação:

- "Filho, também pode ser uma maneira de como a gente atua com as pessoas. Exemplo: se um amiguinho vem aqui em casa e tu brinca com ele, é simpático, faz ele se sentir bem, tu estás tratando ele bem. Mas se tu briga, não deixa ele brincar com tuas coisas, não fala direito com ele, tu não está tratando ele bem. Entendeu?"

- "Ah, esse tratamento eu entendi."

Algumas horas depois, veio ele:

- "Ow, mãe! O que significa empate?"

- "Empate é um resultado igual. Olha um exemplo: quando o Grêmio joga com o Inter e o Grêmio marca um gol, o Grêmio ganha, né?"

- "É." [sorrisinho feliz]

- "Quando o Grêmio joga com o Inter e só o Inter marca um gol, o Grêmio ..."

- "...perde." [enrugou a testa]

- "Pois é ... e quando eles jogam e nenhum marca gol ou os dois marcam o mesmo número de gols, isso é empate."

- "Ah, tá bom! Mas eu acho que essa eu já sabia ..."

Algo me diz que ele anda me testando ...


Uma Breve História ...

     Dia 04 de setembro Nick Jr. completou  19 anos (DEZENOVEANOS!!!).     Pela primeira vez (em 19 anos) não passou seu aniversário conosco...