Quinta-feira, em meio a faxina pra esperar a sogra (fui pra casa dela no finde e ela veio conosco - tinha que deixar a casa "nos trinques"), percebo que Pequeno passa voando por mim, vai em direção ao meu quarto e, de uma maneira muito estranha, fica se olhando no espelho.
Como mãe, também tenho sexto sentido, e notei que algo estranho passava.
"Que foi, filho?"
"Nada". [naquele tom onde o "nada" significa "tudo"]
"Filho ... o que foi?"
Ele aponta pro ouvido.
Ele simplesmente tinha colocado um objeto não identificado em forma de cilindro, pequeníssimo, dentro do ouvido.
E agora?
Primeiro dei uma analisada na situação, pra ver se o negócio estava meio solto. Nada. Estava lá dentrão de tudo. Peguei ele no colo, coloquei do lado contrário e dei umas sacudidas de leve (como a gente faz quando tem alguma coisa trancada, sabe?!). Logo percebi que aquele método era válido para coisas trancadas em garrafas, copos ou qualquer outra coisa, menos num filho.
Gente ... e agora? Estava trocando o pijama (estava de faxina, lembram?!), pensando "se chamo o Papai?", "em qual hospital vou?", "saco, tenho que passar no caixa eletrônico e tirar dinheiro", suando frio e o Pequeno ali do ladinho, literalmente com cara de criança que fez arte.
Surge uma "luz divina" que me diz: "por que não tentar?" ... já estava de caminho ao hospital mesmo.
Assim que vou ao banheiro, pego a pinça, deito a criatura no colo, disse pra ele "nem respirar" (judiaria!), ficar quietinho, bem quietinho. Não sei como, com a mão tremendo, morrendo de medo de colocar aquele troço mais dentro ainda do ouvidinho dele, consegui tirar, finalmente, aquele objeto estranho. Estrategicamente colocado no ponto perfeito pra assustar e deixar histérica qualquer mãe.
Depois de todo o processo, Pequeno desata aos berros.
Por que doeu? Não.
Por que ficou com medo? Não.
Porque eu botei o negócio no lixo. Ele ficou sentido demais porque aquilo tinha sido presente do Valério, um coleguinha da escola [ele trouxe aquele negócio da escola - crime premeditado!].
Ele ficou sem entender nada, mas fui obrigada a dizer: "presente de grego, filho ... presente de grego".
Mas afinal o que era que ele colocou no ouvido?
ResponderExcluirMas ainda bem que tu resolveu
Deve ter sido um susto.
Tia Eliane
tia Eliane, era algo parecido a uma miçanga, pequenìssimo, em forma de cilindro. Provavelmente eles haviam feito algum trabalhinho na escola e o amiguinho "deu" pra ele de presente aquela pecinha. Mais q susto fiquei foi numa angustia tremenda ... mas, ainda bem q a historia teve um final feliz ;)
ResponderExcluirBjos gigantes, cunhadinha!
Casa nos "trinques" pra esperar a sogra....
ResponderExcluirEsse Pequeno fazendo arte....que apuros amiga. Santa pinça, ufaaaaa.
Se cuidem!!!! Beijos.