Isso me deixa feliz!

Já declarei muitas vezes por aqui que não me considero uma "mãezona". Não pertenço à essa classe de mãe super cuidadosa, atenciosa, protetora, preocupada.

Já até tive minhas "crises existenciais maternais": via as outras mães pela rua (as que encontrava no parquinho, na escola) e não me identificava com quase nenhuma. Isso me fez pensar que não era uma boa mãe, pelo menos não como as outras.

Pouco a pouco, com meu Pequeno crescendo, me dei por conta de que se não era como as outras, qual era o problema? Meu filho crescia bem, saudável e, sobretudo, feliz: não tem um dia da nossa vida juntos onde ele não nos diz te amo pra mim e pro Papai. Isso me deixa realizada!

Só com o tempo a gente aprende certas coisas ... e uma das coisas que aprendi com o tempo é que excesso de zelo nem sempre significa querer bem. Até porque, segundo meu ponto de vista, qualquer coisa em excesso acaba não sendo legal.

Meu Pequeno está crescendo assustadoramente rápido. Noto nas roupas que já não servem. Noto no instinto de independência (vai no banheiro sozinho, coloca o tênis sozinho, abre a geladeira sozinho pra pegar iogurte). Noto pelas conversas (tem uma memória gigantesca, lembra de tanta coisa que muitas vezes nem nós lembramos mais). Noto pelas histórias que ele conta. Isso me deixa surpreendida!

Mas o que me deixa mais feliz, com uma sensação boa de que estou fazendo bem minha "tarefa", é ver que nessa criaturinha que está crescendo cresce um ser humano com um coração tão lindo, cheio de carinho, de amor, de respeito.

Adoro ver o carinho que ele tem pela família que está no Brasil (ontem mesmo, às 23:45h ele insistiu em vir pro computador "escrever" pra Beta - minha sobrinha). Entrei no Facebook da Beta e deixei ele "digitar" a mensagem (espero que a Beta não tenha pensado que fosse um vírus ...rs). O carinho e saudade que ele sente dos avós, tios, primos, de toda a família em geral. As lembranças (com todos os detalhes) que ele tem dos momentos que passamos juntos a eles. Isso me emociona!

O carinho e a felicidade que ele sente em estar pertinho da família italiana: ele adora ir pra casa da nonna e adora os primos daqui também. Esse foi o principal motivo por eu e Papai termos decidido vir pra cá. E não tem mau humor, nem estress, nem nada negativo que nos faça arrepender por ter tomado essa decisão. Isso me conforta!

O carinho com que os coleguinhas da escola tratam ao meu Pequeno. Sempre tem alguém grudado nele dando beijo, abraço e dizendo coisas bonitinhas: de algo vale ser o mais pequenino da turma. Até a profe tem um carinho especial por ele e sempre o enche de elogios: "como ele é lindo, carinhoso". Isso me deixa orgulhosa!

O tempo vai passando ... eu e Papai vamos, da nossa maneira, tentando ensinar pro Pequeno algumas coisinhas sobre a vida. Mas, principalmente, a gente tenta mostrar pra ele que pra ser feliz não precisa de muita coisa. Felicidade, muitas vezes, é simplesmente fazer palhaçadas de pijama na frente da webcam:





Tudo isso, na verdade, me deixa contente demais e, muitas vezes, ultrapasso a barreira e acabo sendo piegas. Isso me deixa sacudindo os ombros: e daí?!

Não sei se é nostalgia por alguma coisa, ou alegria por ter o pc funcionando novamente, ou se porque esta é a primeira semana depois de muitas que não estou doente ... mas embora o tempo tenha mudado (o calor foi embora e parece ser que o frio vai voltar), o fato é que estou feliz pra caramba. E nessas palavras meio desordenadas, nesses parágrafos meio sentimentais, meu único objetivo é fazer uma declaração de amor aos dois homens da minha vida por serem meus fiéis companheiros de viagem, por me encherem de beijos, carinhos, abraços ... por fazer de mim a pessoa mais feliz desse mundo!  :)

Isso me deixa sentimental demais!


6 comentários:

  1. Nossa maior missão no mundo deve ser deixá-lo um pouco melhor do que recebemos! Você tem todos os motivos pra se sentir vitoriosa, além do seu mundo ainda consegue alegrar o nosso com tanta coisa bonita dita e dividida!
    Beijos!!
    P.S- E como se faz pra deixar em destaque trechos que remetem a um post anterior como este que vc grifou em vermelho?? Nunca consegui fazer isto... :(

    ResponderExcluir
  2. Querida irmã:
    Parabéns pela tradução de felicidade e pelo retrato de uma família feliz!
    Tu mereces, e se acreditamos que "a gente colhe o que planta" ...
    E ainda há uma extensão nesta definição de Felicidade: ficamos imensamente felizes ao saber que as pessoas que amamos estão bem e estão felizes. Obrigado por isto, também!
    Um bjão.
    Tio Beto_51

    ResponderExcluir
  3. Amiga...
    Mãe é mãe, só muda o endereço, mas há mães que são exagerados nos cuidados, mães que não são tão neuróticas e mães que não estão nem ai... Cada uma com suas particularidades. Mas tarefa de mãe não é muito fácil...
    Quanto as "criaturinhas", crianças, Pequenos...esses miutas vezes são o reflexo da família. Mas nos dias de hoje criança carinhosa, amiga, meiga, prestativa...é rara. Adorei a montagem de fotos!É muito bom ler: "Estou feliz pra caramba".
    Beijãooooo.

    ResponderExcluir
  4. Amiga Zuleid!
    Os comentàrios que recebo tb sao uma forma de carinho. Isso tb me deixa muito feliz!
    Espero q tenhas conseguido add. o link là no blog ;)
    Um bjo enorme!

    ::::::::::::::::::::::

    Tio Beto, irmao mais velho mais bonito desse mundo (pra nao ficar com ciumes do tio Renato ...rs):

    Vcs - meus irmaos - sao meus exemplos de vida. Ve-los felizes e com suas famìlias me serve de apoio e exemplo. Espero q qdo meu Pequeno tenha a idade da Carol, da Laura e da Beta, tenha por mim o mesmo carinho, orgulho, respeito e amor que elas tem por vcs.
    Bjos gigantes, cheios de saudades!

    :::::::::::::::::::::::

    Amiga Jana,

    ser mae é uma tarefa bem difìcil ... até porque essa tarefa dura pra todo sempre. Por mais q os filhos cresçam, a gente sempre vai estar aì, preocupada, apreensiva, nervosa, dando palpite, enfim ...
    Obrigada pelo teu carinho, amiga!
    Bjos!

    ResponderExcluir
  5. que lindoooooooo!!!!! nossa, - no words! - fiquei emocionada também... :)

    (sabe, Tati, sò fiquei preocupada com uma coisa - eu acho que sou um pouco superprotetora da Sofia - mas serà que è pq ela è pequenininha ainda???)

    bjs

    ResponderExcluir
  6. Val!
    Nao tem q te preocupar, nao ... qdo meu pequeno Nicola era pequenino, tb tinha meus medos (lembro de uma vez q ele caiu do carrinho, eu quase tive um troço ...rs). Mas conheci tanta gente estressada q fiquei com dùvidas. Conheço maes q nao deixam as criaturas brincar no chao (como um bebe vai engatinhar se nao fizer isso?), maes q se apavoram qdo os pequenos caem (muitas vezes eles acabam chorando pela nossa reaçao e nao pelo tombo em si), vi muitas maes histéricas na escolinha pq os pequenos brigavam (lembro de uma vez q a profe do Pequeno veio toda sem jeito me contar q ele tinha caìdo e q tinha machucado o rostinho), eu mesma tive q tranquiliza-la e dizer q nao tinha problema, q isso acontece (a pobre mulher estava traumatizada, eu acho).
    Enfim, como eu comentei no post: tudo na sua medida, porque qualquer coisa em excesso nao é legal.
    Obvio que a gente zela, cuida e protege, mas embora pequeninos eles precisam descobrir por eles mesmos certas coisinhas ;)
    Segue apenas teu instinto ;)
    Bjokas!

    ResponderExcluir

Deixa um recadinho pra gente aqui, vai!

o Batizado da Luísa.

     No ano passado, quando fomos pra Lisboa passar a Páscoa (e meu aniversário) com a Carol (dinda do Nick Jr.) e o Renan (senhor seu marid...