Eu Quero Uma Casa no Campo ...

Ontem fui ver 5 apartamentos. CINCO. Tinha planejado sair a tarde pra visitar dois. Mas, logo cedo vi um anúncio de um apartamento que estava entre Ipanema e Copacabana. Um anúncio de internet, sem fotos. Mas, nessa altura do campeonato, onde o tempo anda passando voando e logo teremos que sair daqui, o negócio é arriscar.

Pra resumir, entrei na sala e na cozinha do apartamento, virei as costas e vim embora. Um nojo! Já não tinha gostado do edifício em si. O descaso e descuido e a tentativa de esperteza por parte do dono (o aluguel era um assalto) me fez brincar de soldado e dar meia volta, volver!

Pra aquela sensação de tempo perdido não se apoderar do meu corpo, resolvi dar uma esticadinha até uma imobiliária ali pela zona. Peguei a chave de dois apartamentos pra visitar. Pra quem conhece, um pela altura do número 600 da Nossa Senhora de Copacabana e o outro pela altura do número 100 (e pra quem não conhece: um numa ponta e outro n'outra). E tinha somente duas horas pra ver os dois, senão teria que pagar multa.

Fomos rapidinho pra ver o do número 600. A rua é barulhenta, mas o apartamento era de fundos. O edifício bonitinho. Eu e Pequeno subimos e ... quem disse que eu conseguia abrir a porta? Dei tantas voltas pra direita, pra esquerda, pra cima e pra baixo que cheguei a ficar com dor de cabeça. Havia uma porta de serviço logo ao lado, mas tentei com as quase 10 chaves do chaveiro e, nada. Desci. Perguntei ao porteiro simpático se aquele era um problema somente meu ou mais alguém havia comentado algo. Ele disse que não sabia, mas que não poderia me ajudar, pois não podia deixar a portaria. Mas me indicou descer até a garagem e pedir ajuda para alguém que estivesse por ali.

Desço e encontro vários senhores. Não podia perder tempo e fui direto ao assunto: "Alguém, por favor, pode me ajudar a abrir uma porta?". Veio um senhor fedendo a bebida. Nossa Senhora das Desesperadas Buscando Casa, por favor, me ajude!

Bom, resumindo: a porta de serviço era mesmo do apartamento mas, segundo o moço, ela não abriria jamais porque tem um armário atrás dela (???). A porta principal não abriu de jeito nenhum (e olha que o moço forçou pra caramba). Mas, plim-plim, havia uma segunda porta de serviço e, essa sim abriu.

- "Obrigada, moço!". E eu quase chorei, tamanha a nojeira do apartamento.

Eu e Pequeno sentamos no chão, no meio da sala. E senti vontade de chorar, novamente.

Ah! E a porta principal não abriu porque algum "inteligente" fechou a tranca da porta (além das duas fechaduras).

Mas não podia perder tempo ... simbora pro outro apartamento. Pegamos o metrô e nos encaminhamos pro quase número 100. Nessas alturas, já rezava pra todos os santos, caboclos, entidades pra me ajudarem a encontrar algo.

Edifício legalzinho, menos cuidado que o outro, mas ... sem problema. O apartamento era antigo, mas estava bem cuidado, pintadinho. Mas, cadê as janelas daqui? Era um apartamento bemmmmmmm de fundos (daqueles corredores que a gente pensa que não vão acabar nunca), dava todo ele pro pátio interno do edifício (que era um lixo)  e quase sem janelas. Outra vez eu e Pequeno sentamos no chão, dessa vez me senti malvada demais por botá-lo naquele tipo de situação. E agradeci pelo filho que tenho, não reclamou de nada e me encheu de carinho, beijos, abraços e ainda disse que eu era a "mais grande e melhor mãe do mundo!". Pergunta se eu chorei?

Mas, tinha que devolver a chave, lembra? E o tempo tava quase esgotando. Dessa vez pegamos um taxi e bem sentados, desfrutando de um ar condicionado que estava ligado ao máximo, passeamos por quase todo o bairro de Copacabana.

Às 15h e às 16h, outros dois apartamentos pra visitar. Um em Botafogo e outro no Flamengo. Não adiantaria de nada voltar para o hotel, assim que pegamos o metrô e seguimos viagem em direção a Botafogo. Almoçamos no shopping, onde pudemos descansar um pouquinho e logo fomos ver o quarto apartamento do dia, que estava pertinho do shopping.

Outra vez um edifício daqueles estilo prisão antiga. Óbvio que o apartamento que estava indo ver era no fundão (Murphy é meu amigo, tá pensando o quê?!). O apartamento estava todinho reformado. As peças eram grandes, mas era muito estranho. Faltavam janelas pra arejar a casa e, pra terem uma idéia, a janela do que seria o quarto do Pequeno era no corredor. Sim, uma janela no corredor, do nada ... só de enfeite.

Pequeno não estava nem aí para o apartamento. O moço da agência deu papo pra ele e, pronto. Ele até encheu o moço de beijos e abraços. O moço, aliás, foi super simpático, atencioso e sincero. Comentei com ele minha busca e meu quase desespero. Logo, ele respondeu:

- "Infelizmente os proprietários estão cagando para os apartamentos. Eles querem só o dinheiro e pronto."

Disse que pude constatar que, infelizmente, isso é verdade.

Mas, simbora para o último do dia.

Pegamos metrô novamente. Pra ajudar peguei o metrô errado e tive que voltar ... quase fui parar na Pavuna.

Adorei o último edifício. Novo, arrumadinho, decoradinho, limpo e com garagem. Depois chegaram mais duas pessoas pra vê-lo também. Ficou todo mundo ali com uma cara de nádegas e pensando cada um com seus botões: "nem vem que não tem, o apartamento vai ser meu!". O moço da agência chegou atrasado. E lá subimos todos juntos pra ver o tal do apartamento.

Também era de fundos, mas eu não tô nem aí pra isso. Também era antigo, mas estava bem cuidado (salvo algum que outro detalhe). O apartamento era grande e entrava dentro das características de  apartamento que estou buscando. Falei rapidamente com o moço da agência (que não sabia me informar quase nada, pois segundo ele "só tava ali pra mostrar") e saí voando pra ligar pro Papai. 

- "Liga já pro moço da empresa."

"A empresa" é uma empresa que está nos acessorando e ajudando com o trâmite de locação. Eles se encarregam de enviar proposta e, posteriomente, analisar contrato, etc, etc.

Só teríamos que negociar uma redução no valor do aluguel.

Pra resumir: não teve final feliz.

Cheguei "em casa" (leia-se no apart) mortinha de cansaço, estressada, sem nada de energia e com aquela sensação de PUTA QUE O PARIU, quando vou encontrar uma BOSTA de casa. CARALHO! #prontofalei

Hoje o marido saiu mais cedo de casa, foi ver um apartamento as 8:30h. Não tinha condições de sair com o Pequeno. Até porque às 11:30h e às 15h, temos outros dois apartamentos pra ver.

E a novela continua ...

5 comentários:

  1. em que numero vc jà tà??? :) eu me encontrei com um nùmero arcano - casa de nùmero 22. vimos e deu certo.

    sò tem uma coisa que nào tò achando legal nessa historia. aqui na Italia (ui! parece atè que vc nào conhece :) ) - eles nào marcam duas pessoas pra ver a mesma casa ao mesmo tempo nào. me lembro bem - com a tecnocasa e outras, eles marcam um possivel cliente por vez - e olha que a oferta aqui è bem menor que aì... que falta de privacy esse negòcio de duas - dez pessoas ao mesmo tempo... :) bjs!!! ahhhhhhhhhhhhhhh sabe quando foi que encontramos a nossa???? quando eu sentei com o ernesto e disse - allora, com'è la casa che vogliamo??? quella dei nostri sogni??? escrevi por escrito todas as caracterìsticas - e nào è que a casa saiu igualzinho e atè melhor????? pra ter sido igual, faltou sò nao ter que pagar condominio... que tava escrito là. .))))

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  2. SUGESTAO - inclui a opçao TRISTE là embaixo daqueles interessante/legal/engraçado??? :)))- que se tem uma coisa de dar tristeza è procurar casa... :)

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  3. Val!
    Eu jà passei (acho) do 20°. Assim que, imagina a situaçao ...
    Eu tb nao gosto dessa coisa de ver casa com outras pessoas, é muito incomodo. O mercado imobiliàrio aqui é uma porcaria, em todos os aspectos, Val.
    Bjinhos procei's!

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  4. Tati, tenha paciencia, voce vai encontrar teu ap e logo logo voce voces irao dar muitas risadas ao lembrar de toda essa confusao. Beijos e força!!!

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  5. A novela que continua vai ter um final felizzzzzz com muita paciencia, busca, dor nos pés...

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