Coisas de Mulher.

Um dos momentos que eu mais esperava (exagerando um pouquinho), era o de ir ao ginecologista aqui no Brasil. Ou melhor, NA ginecologista. Eu sei que é besteira minha, mas não consigo ir tranquila à consulta com gineco homem. Fui uma única vez (e por engano ainda) e não foi uma grata experiência. Vergonha? Pudor? Lá sei eu o quê. Mas o fato é que me sinto muito mais confortável conversando, consultando, perguntando e fazendo preventivo com uma mulher.

Adorava minha gineco da Espanha e até hoje sinto saudades dela.

A da Itália já não foi lá essas coisas. Talvez porque colocasse nela as mesmas expectativas da anterior. E, unindo o "útil ao agradável" (ou o mesmo que = falta de vontade + falta de feeling entre eu e a médica), estava entrando no meu segundo ano sem fazer preventivo.

Tenho um fibroadenoma no peito esquerdo. Pra quem não sabe o que é, somente o nome assusta. Na Itália fiz um agoaspirato (término em italiano. Em português não sei o nome correto, mas seria uma espécie de punção)  pra saber o que realmente era. Falando numa linguagem quase infantil, pra resumir a história: é uma coisinha (uma bolinha) que tenho no peito, benigna, que preciso controlar pra ver se cresce. O meu, atualmente (a última ultrassonografia que fiz foi em setembro do ano passado), mede em torno de 1,5cm. Tem um tamanho limite pra ele ficar dentro do peito (que agora não sei dizer exatamente qual). O médico da Itália (com quem fiz a punção) disse que poderia optar por tirá-lo ou fazer um controle de 6 em 6 meses. Se ele não mudasse de tamanho poderia, também, optar por deixá-lo como está.

Com essa função da vinda pra cá, acabei deixando os exames que havia feito dentro das caixas de mudança. Agora, com a vida já organizada e com os exames em mãos, resolvi marcar consulta com uma gineco pra "fazer uma geral".

[Obs.: uma coisa que não gostei. Lá na Itália, podia fazer a ultrassonografia do peito sem a requisição médica. Aqui não (pelo menos no centro médico onde fui). Primeiro precisamos passar pelo médico pra, depois, fazer o exame.]

Até que chegou o grande dia. Preguiçosa como sou, marquei consulta num centro médico próximo à casa (o mesmo que fui da outra vez. Cheguei um pouco antes. Duas senhoras estavam esperando. Puxo papo pra saber como era a médica. Uma senhora também estava fazendo a primeira consulta e a outra  havia consultado poucas vezes e disse que a doutora era "boazinha" ... pelo inha e pelo tom, já fiquei com o pé atrás.

Quando uma das senhoras saiu (a que também estava fazendo sua primeira consulta), perguntei como havia sido. Ela comentou que havia demorado mais tirando a roupa pra fazer o preventivo do que falando com a médica.

A segunda já demorou mais um pouquinho.

Até que chegou a minha vez.

Simpática ela não era. Mas também não posso reclamar. Ela tirou todas as minhas dúvidas. Escutou tudo o que tinha a dizer. Analisou todos os meus exames anteriores. Todas as perguntas que tive nesses 10 anos fora do Brasil e que muitas vezes passaram desapercebidas ou não haviam sido esclarecidas totalmente, tiveram respostas.

Fiz o preventivo (mulher sofre, né?!). O resultado sai entre 7/10 dias mas, a princípio, tudo ok. Somente o útero revertido (ou invertido?). Achei que isso tivesse acontecido durante a gravidez/parto, mas segundo ela é coisa recente.

Conversamos sobre minha bolinha na teta. Sexta tenho a ultrassonografia. E, segundo ela, conforme o resultado ela me encaminha pra um especialista em mama, pra pelo menos ter uma segunda opinião.

Falamos também sobre pílulas. Segundo minha médica da Espanha, não poderia tomá-las. Mas a médica daqui disse que não concorda. Que podemos fazer um "experimento", pois ela acha que posso sim.

Como deixei claro que não quero mais filhos, ela também comentou comigo sobre o DIU. Confesso que sou totalmente leiga no assunto. Na verdade, sobre o DIU sei bem pouco. Mas, na opinião da médica, ela recomenda.

Assim que estou cruzando os dedos pra sexta. Espero que minha bolinha não tenha crescido. Não quero operar o seio de jeito nenhum. Sei que é besteira minha, mas morro de medo.

Em umas duas semanas, com todos os resultados em mãos, voltarei ao consultório pra terminar nosso bate-papo.

Pra moça que esperava pra entrar na consulta, pisquei o olho e disse:

- "Pode entrar tranquila".

Comigo a médica foi nota 10 e se demorei muito ou pouco, não sei. Demorei o tempo necessário pra esclarecer todas as minhas dúvidas e saí do consultório sem deixar nenhuma questão pendente.

Na verdade, saí aliviada por encontrar um médico que, em definitivo, fala a minha língua.

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Clube da Luluzinha:

Menin@s, se vocês tem alguma experiência, dica ou opinião sobre as coisas que comentei acima, por favor, me contem ;)

3 comentários:

  1. Não creio!!!!
    Nenhum comentário? Para você ver o quanto este assunto incomoda nós mulheres!
    Imagino o seu alívio ao poder falar a mesma língua com sua ginecologista. Que bom que ela soube tirar suas dúvidas. Infelizmente, nem sempre as mais simpáticas são as mais competentes.

    Eu lembro que quando engravidei do Caio, iria colocar o DIU. Digo iria porque a ginecologista deu millllllll contras!! Depois descobri que ela era uma católica daquelas fanáticas, aqui nenhuma crítica velada, mas somente para enfatizar que a Igreja católica condena o DIU, por ser abortivo. Ela falou horrores do método para mim, que angustiada, acabei nem tentando. Conheço casos de sucesso com amigas que usam e alguns casos não bem sucedidos, mas isso é em proporções irrelevantes.

    Vou procurar me informar mais e lhe falo. Mas confesso que não sou o melhor exemplo rsrsr Porque não liguei, não uso DIU, não tomo pílula e quase mato o marido com pânico de engravidar rsrsr Ele diz: Você cinquentona não engravida mais. Não é? Está cheio de amigas cinquentonas com bebês aí hehehe

    Baciones Bella!!!

    Rose Mazza

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  2. Olá!
    Sei bem o que estas passando. Acho que é genético, pois tbm não sou chegada em ir ao gineco. Mas tbm tenho um caroçinho no seio e na próxima semana vou levar os exames para o médico. Mas comigo é assim, se for caso de cirurgia, mete ficha. Quanto a prevenção de ter mais filhosm optei por continuar tomando anticoncepcionalm pois não confio em mais nada e deixar o marido no seco não dá. Sem contar que além de cinquentona já sou vovó e não cai bem e também sou alérgica a mais uma gravidez, e meu bebe tem só 24 aninhos. Mas se for o caso, mete ficha que daremos um jeito de ir cuidar.hahahahaha
    Bjs Mana

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  3. Realmente e uma decisao muito dificil que so cabe a vcs,mas pense no seu caso,vc se ve sem seus irmaos?Consegue imaginar sua vida mesmo que longe muitas vezes,sem eles?Pense bem o pequeno nao tera estes AMIGOS/IRMAOS...E uma gravidez e bem diferente da outra.Pense bem...bjs no coraçao.

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