É inevitável perceber a velocidade com que o tempo anda voando. Pelos fios de cabelos brancos que insistem em aparecer. Pelas rugas que ontem não existiam e agora estão aqui mapeando meu rosto. Pelos quilos que outrora iriam embora rapidinho, só que agora não tem simpatia, nem dieta e muito menos reza braba que tirem as gordurinhas deste meu corpinho.
Mas, creio, quando somos mães (e pais) existe um fator importante que faz com que vejamos que, diariamente, as 24 horas do dia voam: nossos filhos. Com eles percebemos as mudanças constantes. As vezes, relutamos com a realidade. Porém, quando nos damos por conta, lá estão eles, nos fazendo ver que o tempo não corre, voa.
De umas semanas pra cá tenho me dado conta do quanto meu Pequeno está mudando. E falo mudando fazendo referência a tudo.
No físico: cresceu. Que o digam as calças que, agora, fazem o estilo "marrecão". Organizando o armário dele percebi que muitas das roupas já não servem. As blusas que eram de manga longa, agora, são de meia-manga. As de manga curta, agora, deixam a barriga de fora. Até as meias ... Também percebi que ele mudou de voz. Tá falando bonitinho, com um sotaquezinho cantado, com uma voz de taquara rachada que a mamãe aqui acha linda. (quem entende as mães?)
Nos costumes e descobertas: o que ele antes não comia, agora virou quase que comida preferida. Da noite pra manhã o menino começou a comer (e adorar) carne. Fico particularmente feliz, pois estamos lutando com uma anemiazinha chata. Mas ele aprendeu que tem que comer bem, o que não significa que tenha que comer muito. Vez que outra o vejo pegando uma folhinha de alface e, mesmo com cara de nojo, mastiga a folha verde como se fosse o manjar dos deuses. Dorme uma noite inteirinha sozinho no quarto. Talvez tenhamos dado uma ajudinha: tiramos a caminha pequena do quarto e, desde então, Pequeno dorme no sofá cama que, pra ele, virou uma camona gigante.
Ama ir pra escola. Adora fazer os deveres de casa. Adora desenhar. Tem uma imaginação incrível e uma memória mais incrível ainda (nunca prometa nada pra ele que você não possa cumprir!).
Gosto muito de ver como ele vai se desenvolvendo, descobrindo coisinhas, demonstrando caráter e que, apesar disso, segue sendo o menininho educado que a mamãe adora (nesses dias, após tomar o remédio, me disse: "obrigada pelo remédio, mamãe!"). Ele sabe o poder da palavrinha mágica (por favor!) e também sabe que ser educadinho não custa nada. E, sobretudo, pelo filho carinhoso que ele é: me acorda quase todos os dias com beijos, carinhos e um sorrisinho de 'bom dia' a coisa mais linda deste mundo. Gosto de ver quando ele diz que tem que "cuidar da mamãe". Quando fiquei doente, a preocupação dele comigo, o carinho redobrado. Gosto da confiança que ele tem comigo, das vezes em que me chama pra "conversar" e contar as coisinhas (aventuras) que acontecem com ele.
Não me canso de vê-lo dormir, quietinho, de admirá-lo e pensar na vontade que tenho de, muitas vezes, congelar alguns dos nossos momentos.
Eu sei que isso não é possível (e, talvez até seria sem graça). Mas, felizmente, tenho esse blog onde ficará registrado um pouquinho da gente. Do que fomos, do que vivemos, do que compartilhamos. Vai ser bom num futuro (próximo ou não), reler um pouco da gente. Espero que Pequeno me perdoe por publicar algumas das suas pequenices safadas. Vai me dar, certamente, alguns puxões de orelha por fazê-lo 'pagar mico' (ou seja lá qual for a gíria do momento).
Mas ele vai entender que, no final, o que importa é que sou a mãe mais feliz desse mundo. Porque ser mãe dele é algo mais do que maravilhoso.
Que lindo, Tati!!!
ResponderExcluirOs filhotes crescem, as coisas mudam, só não muda o amor e o carinho que eles têm por nós.
Graças à Deus.
Nicolinha é realmente, muito esperto, muito precoce, que fofo, o carinho dele com você.
É adorável sermos paparicada por nossos filhotes.
Os meus, cada um do seu jeitinho, também são carinhosos e atenciosos comigo. Por certo, não o tempo todo rsrsr mas adoram agradecer o almoço, que estava uma delícia; um agrado, ou um favor que eu lhes faça. Como disse, cada um ao seu modo, O Mano: "Obrigado mamãe querida", "Obrigada gordinha que eu amo"... O Caio "Mãe, muito obrigado pelo almoço, estava uma delícia" "Gorda, sabia que eu te amo" rsrsrs Carol usa sempre o mãezinha, sobretudo agora que está longe, deve sentir saudades dos meus paparicos.
O importante de tudo, é que saibam valorizar cada detalhe, para que um dia, também saibam passar isso tudo aos filhos (nossos netosssss, aiiiiii)
Quanto aos micos, aqui, TUDO é mico! ahahahaha
Baciones Bella, tudo de bom pra você e seus Nicolas!
Rose Mazza