Recriminando.

Pela quarta vez em uma semana, domingo a noite faltou luz ... novamente!!! Tínhamos visita e, por sorte, já havíamos jantado no momento do apagão. Precavida que sou, já havia deixado umas lanterninhas meio a mão: enquanto ajeitava a casa para esperar nossas visitas, encontrei as lanternas perdidas pela casa e pensei "vou deixá-las aqui porque se chover vai faltar luz". Não é poder de premonição, é realidade mesmo. Nos dias de hoje, no Rio de Janeiro, mais precisamente na minha rua,  é certo: se chove, falta luz.

Tivemos que acompanhar as visitas na hora de ir embora. Lanterninhas em mãos, baixamos pelas escadas. Pequeno achou aquilo o máximo da diversão.

Mas o pior de toda esta história foi dormir (ou tentar) com um calorão sufocante e sem ventilador. Foi terrível.

As 7h da manhã marido ligou pra Light (empresa de energia) para fazer uma reclamação. A mesma história da carochinha de sempre, o povo dando mil e uma desculpas esfarrapadas, marido sem muita paciência ... e o calorão seguia.

Quer saber? Vou sair. Resolvi fazer uma caminhada pra refrescar o corpo e a mente. Para atravessarmos para a praia de Botafogo (onde tem a pista para caminhada) temos que passar por uma passagem subterrânea. Para minha surpresa, quando estava descendo as escadas da tal passagem percebo que está tudo alagado. Nada feito! Nem o povo com bicicletas conseguia (ou se atrevia)  passar. Assim que por volta das 7:30h da manhã de segunda-feira, lá estava eu andando pelo canteiro central entre  Praia de Botafogo e Avenida das Nações Unidas.

Voltei pra casa desejando tomar um banho frio (o calorão só havia aumentado). Atravessar a rua  pra voltar a casa foi tarefa bem difícil: os semáforos não funcionavam (por conta da falta de luz) e os carros não queriam saber de parar para os pedestres. 

Pequeno já estava acordado. Tomamos, os três, o café da manhã e pegamos "carona" (a pé) do Papai para irmos na feira. Resolvemos esticar a carona e acompanhar ao Papai até aonde desse.

No meio do caminho, paramos para visitar um apartamento que tinha visto  o anúncio na internet. Era bem próximo a nossa atual casa e, pelo visto, tinha uma vista maravilhosa para o Cristo. Falei com o porteiro e, por sorte, ele estava com as chaves ali. Nos indicou o andar e subimos cheios de expectativas.

A vista realmente era linda. Todos os quartos tinham vista diretamente para o Cristo Redentor. Mas todo o resto do conjunto  não compensava a vista. Assim que, por enquanto, seguiremos onde estamos.

Na última esquina que deu, nos despedimos do Papai.

Então,  de caminho a feira, Pequeno e eu conversávamos sobre algo. Em determinado momento, ele corta a conversa e me diz:

- "Tu é a única mãe que não sabe dirigir ..."

"Chocada" com a recriminação, pergunto:

- "Alguma vez deixei de fazer algo contigo ou de te levar em algum lugar porque não dirijo?"

Ele pensou rapidinho e respondeu:

- "Não."

E era verdade. Nunca foi impedimento ou problema, para mim, andar com o Pequeno para cima ou pra baixo, de taxi, ônibus, metro, trem.

Já irritada com aquele papo que havia atingido em cheio o meu ego, digo:

- "E então???"

- "Então nada, ué!"

Pra ele o assunto morreu ali mesmo.

Mas pra mim ... tô pensando nisso até agora. 

O momento que eu tanto temia chegou: ele já me recrimina! Pior é a consciência de que isso só vai a pior ...

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