Domingo passado fizemos um passeio pela Lagoa.
Antes paramos na sorveteria de um italiano que tínhamos conhecido quando ainda "morávamos" por Ipanema (assim entre " ", porque pra quem não lembra - ou não sabe - assim que chegamos no Rio ficamos 3 meses hospedados naquele bairro - uma maravilha! Pena que acabou ...). Desta vez o sorvete não nos pareceu tão bom ou, ao menos, tão genuinamente italiano como pareceu da outra vez. Vai ver já estamos com o paladar para sorvete abrasileirado demais - viva a Kibon! :)
Seguimos nossa caminhada por Ipanema, em direção a Lagoa.
Passamos por um edifício que se diferenciava pela "falta de glamour" existente na zona. Um edifício simples, antigo, "normal", mas com um muro gracioso e bonito. Não sei se a obra é de algum morador dali, mas o fato é que gostei bastante. Meu Pequeno se divertiu interagindo com a pintura:
Ainda de caminho à Lagoa vimos um pequeno acidente de trânsito. Um carro parou no semáforo e o motorista do carro que vinha atrás, distraído, não viu e ... pommmmm! Infelizmente acontece muito destas distrações. Ainda bem que ninguém se feriu.
| "Mãe! Tira uma foto minha com essa "vaca" aqui." |
Já na Lagoa, resolvemos fazer um passeio de pedalinho. Pegamos nosso "barquinho de cisne". Pequeno colocou o colete salva-vidas e lá saímos nós (eu e Papai - na verdade mais Papai do que eu) pedalando pela Lagoa Rodrigo de Freitas. Fazia uma tarde linda, um céu lindo, uma paisagem linda ... tudo perfeito e cheio de exclamação.
Entre uma foto e outra, conversava com o marido. Pequeno interrompia:
- "O meu pé tá doendo!"
Achei um desaforo! Papai e eu pedalávamos e o pé dele que doía.
Mais um clique aqui, outro ali, comentávamos sobre as residências em volta da Lagoa. E Pequeno:
- "Meu pé tá doendo".
Alguns cinco "meu pé tá doendo" depois é que fomos perceber que a criatura, não sabemos ainda como, havia trancado os pezinhos na caixa do pedalinho. Ele havia conseguido a façanha de, num espaço de no máximo 5 centímetros, trancar os pezinhos (cruzados) de maneira suficiente pra deixar a mãe dele histérica. No meio da Lagoa, mamãe sem saber nadar, Papai mais ou menos e pelos nossos cálculos, teríamos que pedalar muito e numa velocidade que certamente destruiria o tal do cisne, até voltarmos ao pier a tempo de "salvar" o pé do menino.
Entoei o mantra de "muita calma nessa hora". Larguei a câmera, tentei puxar o pé do menino pra um lado. Nada! Pra outro ... nada também!
Pensa, pensa, pensa ... e a criatura que reclamava:
- "Ai meu pé, tá doendo!"
Resolvi tirar a sandália, da maneira que desse.
Pra resumir: tirando a sandália, logo consegui descruzar os pés da criatura e, pronto. Os pezinhos saíram sãos, ilesos e bonitos do buraco maldito.
Sabe aqueles ditados: "Tudo que sobe, desce. Tudo que vai, volta"? No caso do Pequeno, prevaleceu aquele que diz que "tudo que entra sai". Ufa!
Pela cara de susto dele, acho que pensará 10 vezes antes de enfiar o pé em algum outro lugar indevido.
Ainda bem que, passado o pequeno susto, a paisagem ajudou a relaxar ...
| um anjinho esse meu filho! |
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