A tábua e os pregos

Dia desses tentei explicar pro Pequeno a parábola da tábua e dos pregos (ou dos pregos e da tábua). Não  lembrava muito bem da história (a conheci na faculdade ... Ha' mais ou menos uns 12/13 anos atras). Também não lembrava do autor ... Felizmente ainda não e' necessário referencia literária num papo   tête-à-tête entre mãe e filho.

Tentei coloca-lo como personagem principal da história. Ele prestou muito a atenção em tudo que ouvia. Concordou com algumas coisas. Mas no final, acho que não entendeu muito bem.

Como  costumo dizer, esse blog e' minha herança pra ele (talvez a preferisse em dinheiro, mas a mãe e' pé rapado, filho! Desculpa!), então, deixo registrado aqui o momento e a parábola. Quem sabe, num futuro próximo (ou não), ele entenda o real sentido da história chata e meio sem sentido que a mamãe o contou quando ele tinha 5 anos.

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"Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo.

Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira.

Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém. No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente.

Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua…

Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse.

Falou com o pai sobre seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros.

O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.

O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai.

 Este disse-lhe: – Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Nunca mais ela será como antes.

Quando falas enquanto estás com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retira-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física.

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Filho, não sinta vergonha de pedir desculpa pelas cicatrizes que, por ventura, tenhas deixado! Mas, sobretudo, atue de maneira em que não seja necessário nem ao menos pedi-las.

Um comentário:

  1. Coisas que não voltam: a "flecha" atirada ... a oportunidade perdida ... a palavra dita!
    É muito difícil controlar a raiva, é quase impossível se colocar no lugar do outro ... mas torna tudo tão mais fácil, mais leve.
    Que bom seria se a vida fosse feita só de tábuas "lisinhas"...
    Bjão. Fiquem com Deus.

    Tio Beto_53

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