- "Claro que não. Hoje não é o dia do brinquedo, assim que não pode levar nada disso pra escola."
- "Mas mãe ..."
- "Nem mãe, nem pai, nem vô, nem vó, nem tio, nem tia, nem ninguém. N-Ã-O!" {sim, minha paciência é assim de pequenininha!}
Algum tempo depois, nos encaminhamos para a escola. Vejo no rostinho do Pequeno uma carinha de quem estava aprontando.
- "Que foi, filho?"
- "Naaaaaaaaaada!"
Danou-se! Quando o 'nada' vem assim cheio de "as" bem enfatizados, é porque algo está acontecendo.
Congelei a cena e disse:
- "Nicola, que tu aprontou? Sei muito bem que alguma tu fez, mamãe conhece bem a tua carinha de safadinho."
Naquele exato momento consegui ler o pensamento dele. Era algo do tipo: "droga! Ela tem poderes!"
Na pressão da "tortura psicológica", ele teve que reconhecer:
- "É que eu botei meu gato aqui ó ..."
Sim. Ele colocou o gato, de madeira, dentro do tênis. Ali foi o melhor esconderijo que ele achou para o pobre bichano. E nem se importou em ter que fazer o trajeto casa-escola da maneira mais incômoda possível.
Vendo que a mãe vidente estava sendo possuída pelo espírito da mãe bruxa-maquiavélica com cara de "agora nós vamos conversar", desesperadamente ele tentou se explicar:
- "Eu precisava levar esse gato hoje para escola pra mostrar pros meus amigos. É que a gente tá aprendendo a letra G de gato, preciso dele pra nossa rodinha pra gente estudar ele."
Até os mais durões tem o seu coraçãozinho. O argumento dele me convenceu. Levou o gatinho (expliquei o que havia acontecido para a profe), mas de casa até a escola foi levando sermão. Expliquei que se tivesse dito antes o motivo pelo qual queria levar o gatinho para a escola, certamente a mamãe bondosa o teria deixado levar, sem a necessidade de ter que arquitetar planos quase infalíveis de sequestro de brinquedos.
Por via das dúvidas, agora todos os dias aqui em casa terá revisão de tênis ...

Hahahahahahahahahaha...Pobre do gatinho.
ResponderExcluirE esse gatinho tá resistindo :)
ExcluirBjos!
Esse Pequeno é uma figura.
ResponderExcluirEle precisava levar o gato, mas ficou com medo de tu não deixar e "armou" um plano. Inteligente esse garoto.
Mas verdade seja dita: Contando a verdade de porque levar o gato pra escola, a mamãe não se negava.
Agora: Coitado do gatinho....
^^ Acho que ele já desconfiava que a resposta da mãe chata seria "não" e resolveu nem perder tempo :)
ExcluirBjos, amiga!
Nao acredito que ele mirabolou um plano tao bem arquitetado, hehehehe!!!
ResponderExcluirEu sei que é errado e tudo mais, mas que foi bonitinho foi né??
Ainda bem que tudo ficou bem resolvido e que ele nao se machucou com essa história!!
Beijo pra voces!!
Eu tb quase nem acreditei. Se não tivesse visto ao vivo e a cores ...rs
ExcluirBjos!