Dentre as tantas coisas das quais sinto saudades do Brasil, uma delas é da hora do chimarrão.
Sinto falta daquela roda de pessoas batendo papo enquanto a cuia vai girando de mão em mão (e eu nunca sei qual é o sentido certo do giro). Tem sempre um espertinho que tenta furar a fila, dependendo do tamanho da roda é fácil que a pessoa que está servindo o chima (ou chimas como dizemos carinhosamente) se perca na ordem da fila.
A hora do mate vai além dos muros caseiros: se toma chimarrão no trabalho, numa reunião, eu tomava chima com os colegas na escola, faculdade. Se toma chima até na praia! Faz realmente parte da rotina dos gaúchos.
Como já contei num post recente, Nick Jr. desta vez voltou do Brasil mais nostálgico. Desde sempre, desde muito pequeno, ele se sente "gaúcho" (já contei aqui, e nesse post aqui - pra citar alguns deles). Quando ele era pequenino, costumava dizer: "se minha mãe é gaúcha, sou gaúcho também". A herança materna segundo a visão dele.
Desde que voltamos de viagem, temos uma espécie de rotina para nosso chima diário: no final da tarde nos reunimos (eu e ele, porque Nick Sr., não tem jeito, não gosta de chima). Nick Jr. prepara o chimarrão, nos sentamos na cozinha e bebemos nosso mate.
Não são todos os dias que temos papo para conversar. Aliás, já teve até dia em que passamos o dia inteiro sem trocar palavra (adolescência, sabe?!) mas mantivemos nossa hora do chima. Definitivamente o chimarrão aproxima.
Eu sei que pra quem não conhece e olha assim de fora parece meio estranho: uma bebida quente que o povo toma seja de inverno que de verão, um gosto amargo, tem até quem diga que é meio "nojento", sem contar esse negócio de "só passa a cuia quando roncar" ... eu sei. Você pode achar estranho ... mas, de verdade, se você nunca provou, não sabe o que está perdendo.
Mesmo com todas as pressas e correrias do mundo, dos estresses e discussões (de mães/pais/adolescentes), o velho e bom chimas está aí pra mostrar que, apesar de tudo, a gente precisa manter tradições e que uma pausa, uma boa conversa e, sobretudo, a companhia rende esta Vida muito mais bonita, tchê!.


Bateu saudades!
ResponderExcluirÉ mesmo um ritual que aproxima e aquece o coração da gente, sobretudo quando estamos longe da Terrinha.
Um delícia saber que Nick Jr aprecia nossas tradições gaúchas e tem esse pertencimento arraigado desde a tenra infância. 😍😍
Eu acabei perdendo o hábito justo porque odiava as pessoas me pedindo provinha e devolvendo a cuia após um único goleiro. Comecei a achar "nojento" rsrsr e parei.
Agora bateu saudades.
Bacciones, Bella Amica.
Bom chimas pra você e Nick Jr.
Era um único gole!! 🫣🫣 Corretor trocou
ResponderExcluirAmeiiiiii.....alias faz tempo que a gente não toma um chimarrão juntas!!! Qlq dia bato aí com o mate pronto! 🧉🍃♥️
ResponderExcluirOieeee
ResponderExcluirMas báh, baita Gaúcho.
Tradição de AVÓ para Neto
Parabéns!
Renato Fraga
OIM - OMB