Lapidando.

E de repente, sem anestesia nem nada, ele solta:

- "Ow mãe! Quando tu morrer, vou escrever assim na tua lápide: Tatiana Fraga. O coração sempre vive!"

Hein?

Por alguns segundos fiquei em silêncio. Sempre espero tudo, vindo do Pequeno. Mas juro que jamais imaginei algo do estilo.

Num primeiro momento pensei: "poxa, menino! Sai pra lá ... nem eu penso na minha lápide ainda ...". E resmunguei cá com meus botões: lápide ... ele nunca tinha falado isso antes ... nem eu mesmo costumo falar lápide. No máximo, túmulo. Lápide é chique demais ...

Fiquei chateada, reconheço. A realidade desabou, feito temporal de verão.

Ele percebeu o meu desapontamento e tentou remediar:

- "Ah, mas não te preocupa ... vai demorar muito pra isso."

Por um segundo desejei que Pequeno tivesse pitadas de vidência.

Não. Não fiquei aliviada. Mas, com a frase ecoando no cérebro, fui analisando palavra por palavra tentando entender o que ele queria dizer.

"O coração sempre vive". 

Achei bonito. Poético até.

No final, sorri. Entendi o que ele quis dizer. O coração sempre vive. Ou, o que é o mesmo: o sentimento nunca morre.

5 comentários:

  1. Olá querida irmã!

    Lindo, poético, infantil, profundo, emblemático, carinhoso, amoroso, espirituoso, coisas que só poderiam mesmo vir do Nicolinha.

    Beijo no coração.

    Amamos voçês.

    Renato Fraga
    O do meio, o mais bonito

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  2. Organizar idéias, refletir sobre a vida, ter esperança no futuro e ter a certeza que o nada não existe...é um privilégio de poucos ainda mais se temos pouca idade.

    Um beijo...da tia do meio.

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  3. Eu fico impressionada com a filosofia do Sr. Nicola… Ele é mesmo um pensador.

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