Brasil, meu Brasil brasileiro.

Finalmente fomos para o Brasil! (leia isso em tom de felicidade!).


Embarcamos no dia 21 de dezembro. Uma longa e cansativa viagem com conexões demoradas em Lisboa e em São Paulo.

Chegamos em Osório no dia 22 de dezembro. E bem nesse dia, nasceu meu oitavo sobrinho-neto: Rafael (Rafinha para os íntimos). Deu tempo de brindar com a família a chegada do novo membro.

Bem-vindo, Rafael!


Piscamos e já estávamos na função de Natal. Aquela bagunça com a família, um  Papai Noel meio improvisado (que assustou as crianças e fez rir aos adultos). Ainda estávamos sofrendo com a diferença do fuso horário, aquela coisa chata de acordar cedo demais e querer dormir às 06 da tarde ...



São Pedro não colaborou muito e nossa primeira semana foi de tempo feio e chuva. Isso sim: bastante calor.

Nossos primeiros 10 dias foram assim :/


Entre Natal e Ano Novo, comemoramos o mesversário da nossa afilhada, Luísa (Lulu para os íntimos). O tema escolhido não poderia ter sido outro já que comemoramos com a presença do vovô Beto: Grêmio, nosso time do coração.



No mesmo dia do mesversário da Luísa, Nick Jr. foi jogar bola com os primos. Já havia jogado uns dias antes e para aquele jogo se preparou especialmente: comprou até chuteira nova. Estava tudo perfeito até o menino fazer uma péssima combinação: estrear chuteira com a meia errada. Resultado: pés esfolados. Sim, pés, no plural. Porque com o Nick Jr. é assim: pra que quebrar só um dente se pode quebrar os dois? (não sabe do que estou falando? Clica aqui). Pra que cair e esfolar o joelho se pode esfolar o corpo todo? (também não sabe do que estou falando? Clica aqui). Pra que tirar a pele de só um pé se pode esfolar os dois na véspera do Ano Novo? Aventura pouca é bobagem para este menino ...


Piscamos e já era 31 de dezembro. Minha família alugou um salão para fazermos a nossa festa. Sim, somos muitos e enchemos um salão. Antes da função de comidas, bebidas, contagens regressivas, lentilhas e etc, organizaram um bingo. Um momento de diversão, pra passar tempo mesmo. E foi bem legal: ganhei até prêmio :)


Logo foi aquela função de comemoração, festa, beberagem (espumantes e prossecos até o fígado dizer chega), comilança e dança, muita dança.

Minha mãe e os netos - faltaram a Jéssica e o Nando.

As noras e os genros

viu porque precisava de um salão?




Nick Jr. que havia passado o dia na cama com os pés pra cima e cheio de pomada, resolveu fazer um curativo (afinal ele queria celebrar!). Teve a ajuda da prima Jéssica que mesmo estando no puerpério cuidou dos pés do menino fazendo um laser especial que foi ajudando na cicatrização. Empapou os pés com pomada, fez um curativo com gaze e esparadrapo. Colocou seus chinelos e com o melhor look de gringo curtiu a festa: abriu a pista de dança e só parou de dançar quando fomos embora. Afinal, dois pés esfolados não iriam atrapalhar o momento de confraternização com a família.


Piscamos e já era 04 de janeiro, um dia muito especial: dia do batizado da Luísa (e foi tão especial que vai ter um post só pra esse dia!). O papai e a mamãe da Lulu organizaram uma festa pós batizado bem legal, curtimos novamente em família e curtimos a nossa pitoca que se comportou lindamente e, acredite, curtiu desde a cerimônia na igreja até a  sua festa.






Como de costume, não consegui fazer tudo o que gostaria, ver todas as pessoas que tinha vontade, comer todas as minhas saudades gastronômicas, passear o quanto gostaria, ver todas as paisagens que sentia falta. A sensação foi realmente a de que "piscamos" e já era hora de voltar pra casa.


Claro que curtimos tudo o que deu, matei a saudade da minha família, conheci um monte de bebê coisa mais linda da vida, almoçamos/jantamos com amigos queridos. Curtimos o aniversário da prima. Matei saudade de xis, churrasco, chimarrão e caipirinha (aliás, Nick Jr. aprendeu a fazer caipirinha e, diga-se de passagem, o menino manda bem pra caramba! E olha que eu sou expert no quesito pinguça ...).

A maternidade dando retorno :)


Deu tempo de curtir a praça da Igreja e suas luzes de Natal. Matei a saudade da tia Iracema que foi nos visitar junto com a prima Gilma. O mar eu vi de longe, não  peguei nenhum solzinho (imagina, estragar minha branquelice europeia!).

As luzes de Natal da praça da Matriz


Tramandaí


Piscamos ... e era hora de vir embora. Saímos com um pouco de antecedência  já que tínhamos que pegar estrada (e a Freeway no verão é sempre uma incógnita).  Tínhamos   que  devolver o carro que alugamos, chegar antes no aeroporto para despachar malas ... aquele estresse e chatice de função de viagem. Nos despedimos da família e nem ainda havíamos entrado na Freeway (a autoestrada que liga Osório a Porto Alegre) e escuto um menino fungando: era Nick Jr., chorando de tristeza por estar indo embora.

Foi então, ali naquele momento, que percebi que tinha valido a pena. Não aquelas nossas férias. Não somente elas mas todas as outras que passamos com a família. Valeu a pena termos, nesses 18 anos, abdicado de passear em outros lugares. Valeu a pena priorizar tempo e dinheiro para que ele estivesse junto da família. Nossa prioridade sempre foi essa: quando moramos aqui, priorizar as férias com a família do Brasil e, quando morávamos no Brasil, priorizar as férias na Itália.

Valeu a pena ter insistido e investido na convivência dele com os avós, com os tios e com os primos. Valeu a pena termos trabalhado para que ele criasse laços e, mesmo sendo um menino sem uma terra pra chamar de sua (já que mudamos tantas vezes quando ele ainda era bem pequeno), o menino criou raízes.

As lágrimas daquele homenzarrão sentado no banco de trás de um carro atulhado de malas expressavam a tristeza por estar indo embora mas também a felicidade por ter vivido tantos bons momentos junto aos seus. E, acho,   valeu a pena ...

Chegamos com antecedência no aeroporto e Nick Jr. perguntou se dava para dar uma passadinha na Arena: estádio do Grêmio em Porto Alegre que fica bem próximo do aeroporto. 

Deixamos o carro na locadora, fomos para o aeroporto e de lá, Nick Jr. e Nick Sr. pegaram um taxi para o estádio. Fiquei no aeroporto de guardiã das bagagens.


Nick Jr. queria se despedir do seu time de coração e do seu avô (meu pai que há 04 anos não está mais aqui conosco  mas era um gremista apaixonado e passou essa paixão para nós). Uma despedida simbólica.

Essa ida rapidinha à Arena virou uma grande aventura. Fizeram amizade com o taxista (colorado) que deu boas dicas e os ajudou  a chegar num ponto especial para que Nick Jr. pudesse tirar uma boa foto. A Arena já estava fechada assim que ele não conseguiu ver muito mas matou as saudades e, segundo ele, com a ajuda do vô, viveu uma experiência bem legal.



Piscamos e já estávamos sentados no avião de volta pra casa.

Após uma conexão quase eterna em Lisboa, chegamos no dia 10 de janeiro em Milão. De madrugada e num frio daqueles. Como perrengue pouco é bobagem, nossas malas demoraram outra eternidade para saírem da esteira das bagagens. Eu já estava literalmente dormindo em pé, só querendo chegar em casa, tomar um banho e dormir.

Por sorte o ônibus que nos levaria até o estacionamento onde havíamos deixado nosso carro estava ali, paradinho, nos esperando. Logo chegamos até o nosso carro ... e encontramos o bichinho todo congelado. Também pudera! O termômetro marcava -6°. Rezei para todos os santos possíveis para que nosso carro ligasse logo (tinha uma grande possibilidade de isso não acontecer já que o coitado ficou 20 dias sofrendo no frio). Mas ele ligou! (leia isso em tom de agradecimento!). Marido ligou todos os aquecimentos internos possíveis e foi tirar o gelo do parabrisas, enquanto eu e Nick Jr. batíamos queixo de frio dentro do carro.


Chegamos em casa, arrumei as camas enquanto marido ligava o aquecimento da casa, tomei banho e literalmente desmaiei. Nosso plano era acordar relativamente cedo no dia seguinte para já ir acostumando novamente com o horário. Mas acordamos tarde pra caramba.

Piscamos e já estávamos de volta em casa. Com uma bagunça pra organizar, um corpo para acostumar de volta com o frio, uma sensação de "não deu tempo de nada" misturada com a sensação de "que saudade de casa" e com um jovem senhor reclamando da paisagem cinza e dizendo ter vontade de morar no Brasil.

Piscamos ...  e descobrimos que sim, valeu a pena!




Um comentário:

  1. Ahhhh eu sabia que valeria a pena vir até aqui para viver essas emoções com vocês. 🥰🥰🥰 Mesmo que a Mantequilla me ataque e eu assuste o povo aqui da sala de espera. 🫣
    Como valeram a pena todos esses anos curtindo cada um dos momentos descritos aqui no Blog
    É uma delícia me sentir parte dessa família que eu amo. O Clã dos Fraga tem espaço reservado e cativo no meu coração.
    Nik Jr é um menino de ouro e já pode dizer que em Fortaleza tem muito sol esperando por ele! Da próxima vez, considerem passar pela Terra do Sol, será numa felicidade retribuir minimamente, todo carinho que me dispensaram em Milão.
    Pega a Beta e façam um Bate volta que prometi ser excelente Guia! Pode pegar referências com Tayan e Laurinha, e com a Rejane que fui guia também 🥰🥰🥰🥰

    Que bebezada mais linda e que afilhada mais animada e linda, Benza Deus .
    Adorei viver esses momentos por aqui e adoraria ter ido ao aeroporto me despedir de vocês.
    Bacciones, Bella!
    Delícia de viagem! Delícia de momentos.
    Onde existe amor, tudo vale a pena!
    Que tenham muitos outros momentos como esses para celebrar e gravar na mente e no coração.
    Eu, desde os tempos do Fotolog, ao infinito e além, seguirei por aqui, sempre com a companhia da Mantequilla!!
    Deus abençoe sempre, Tati e seus Nicolas. 🫶🏼🫶🏼🫶🏼

    Precisa assinar? 🫣🫣
    Rose Mazza, vulgo, Mantequilla

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