Acabou a moleza. Agora o negócio é pra valer.
Nos despedimos de Ipanema num dia feio, cinza, friozinho e chuvoso. Saímos do super chiquetoso residence cheios de malas, bolsas, sacolas, skate e guarda-chuva. Tudinho num taxi que foi com o banco da frente repleto de coisas (aqui é muito difícil encontrar um taxi com bagageiro grande - parece que todo mundo implantou o sistema a gás). No bagageiro não entra nada mais do que uma mala grande.
E com toda essa bagunça, chegamos numa casa mais bagunçada ainda, com papéis e caixas empilhados. Muita desordem e uma grande preguiça em colocar tudo no lugar.
Várias já foram as noites dormindo no chão (perderam os parafusos da nossa cama). Na quarta passada veio o pessoal da empresa de mudança pra tentar solucionar o problema. Mas, a verdade, nem sei o que vieram fazer por aqui. Como era de se esperar, tem que buscar os parafusos numa loja especializada. Prometeram resolver o antes possível. Na verdade, tentariam para quarta mesmo. Mas, como muito, ontem dariam uma resposta. Ligaram pra vocês? Porque pra mim, não.
Ontem coloquei em ordem o quarto do Pequeno. Só que tem um armário sobrando. O que era meu armário foi para o quarto dele. E o que era o armário dele, precisa de um novo dono. Um dos senhores que veio trazer a mudança, demonstrou interesse. Fiquei bem feliz. Mas esse é outro que não entrou mais em contato. Agora tenho que achar alguém que queira um guarda-roupa pequeno, quase novinho e bem bonzinho. Fico com pena de colocar fora, com tanta gente precisando. Enquanto isso, o trambolhão fica lá, ocupando boa parte do quarto da minha criatura.
Na sala, faltam as cortinas. Ainda não sei se coloco persianas ou cortinas convencionais. Tenho um janelão enorme. Uma pena que a vista seja para o prédio ao lado. Não estou gostando nada da idéia do povo nos assistir comendo, vendo TV, limpando, etc.
O quarto de empregada vai virar um escritoriozinho (assim bem "inho", porque a peça é minúscula). Mas, por enquanto, se transformou no quarto da bagunça. Tudo o que não tem serventia no momento ou não sabemos o que fazer e onde botar, vai pra lá. Pretendo dar uma organizada hoje mesmo.
O segundo banheiro (que dá nojo!!! E assim que der vamos dar uma reformadinha nele, embora não seja a intenção do marido, é a minha!), por enquanto, serve de garagem para nossas bicicletas. Quando viemos ver o apartamento, o síndico disse que tinha espaço para elas. Só que agora, nem o síndico nem o zelador sabem de nada ... esse povinho, vou te contar!!!
A caixa com os quadros ainda segue intacta. E está estrategicamente posicionada no nosso banheiro. Ali não ocupa muito espaço e nem atrapalha.
Ainda tenho móveis perdidos pela casa, estantes fora de lugar, mas tenho que esperar que montem nossa cama, que levem o armário do Pequeno e que o quarto da bagunça vire somente um pequeno escritório.
O problema está sendo justo esse: paciência pra esperar a boa vontade. Me estressei tanto nesses quase 3 meses de Brasil que sinto que minhas energias estão se esgotando. Ando com preguiça, um pouco sem ânimo.
O marido demonstrou uma fragilidade que jamais havia visto. Até brinquei que assim não dava. O papel da depressiva, pessimista e irritada era meu. Alguém tinha que ser "o forte" da dupla, senão ...
E Pequeno ... ah, Pequeno! Anda irritadíssimo. Mal educado. Respondão. E as vezes tem ataques de fúria que me deixam assustada. O olharzinho de ódio reconheço muito bem, pois é igual ao meu. Eu tento dar uma de dura, não aflochar a corda de jeito nenhum ... mas dá uma dorzinha no peito ver que ele também anda confuso com esse tipo de situação, como era de se esperar.
Mas, pouco a pouco tudo vai tomando jeito. Tentaremos visitar uma possível escola pra ele ainda hoje. O marido já não cansa tanto no trajeto ao trabalho. E eu preciso organizar a casa, botar em ordem a cabeça e planejar meu futuro. Mais ou menos nessa ordem.
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Pequeno falando com a vovó:
- "Ah! A minha casa tá bem. Minha mãe arrumou um pouco, mais ainda tem uma bagunça aqui."
E depois de quase 10 minutos falando com a vó, disse:
- "Tu vem me visitar, quando? Tem que pegar um avião azul. Mas ele só é azul normal, ele não é do Grêmio. Mas tem que ser esse. Porque aquele vermelho, aquele não vem pra cá. Aquele vai lá pra Salvador".
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| no final de semana aproveitamos, também, pra passear de bici pela Lagoa |




lembra de posicionar o recipiente de sal grosso pra limpar e energizar a casa (vi em algum lugar que o sal grosso é da mesma "coisa" da cor violeta... raio... sei là... uma coisa legalzinha... (sabe, que a sofia andou vendo "coisa", lembrei do nicolinha e do que vc me contou de uma casa onde vcs moraram... bjs) quando tiver telefone me passa que quero falar à voz contigo, pra sentir pelo telefone a atmosfera carioca... bjs
ResponderExcluirMuiiiiita coisa pra organizar por ai heim???
ResponderExcluirDou risadas com seu filhao, inteligente é pouco pra ele, rsss sabe até que aviao vai pra onde rsss.
bjs