Vamos começar com o post sobre as férias. E de uma maneira cronologicamente desordenada.
Aproveitamos que Pequeno estava com muita saudade da nonna (e ela dele) e eu e marido resolvemos tirar uns dias de folga de filho. A princípio, passaríamos dois dias em Roma. Pra matar saudades, curtir lugares, etc. Mas como marido tem um poder de organização incrível, numa tarde ele organizou hotel de última hora em Roma, comprou passagens de trem, organizou trajeto, conferiu horários de barcos e reservou hotel em Capri. A pergunta foi: "vamos pra Capri?". Imagina se macaco vai recusar banana ... Assim que tinhamos na agenda: 1 dia e 1 noite em Roma; 2 dias e uma noite em Capri.
A idéia era sair o mais leve possível, cada um com sua mochila e pronto. Levamos uma mochila de ombro pequeníssima daqui do Rio. As mochilonas companheiras de viagem ficaram. Assim que faltava uma mochila. Conseguimos uma outra pequena com uma das minhas cunhadas. Pra mim foi uma tarefa difícil fazer entrar tudo o que queria levar em uma única pequeníssima mochila. Só a minha necessaire com maquiagem, bijoux, etc ocupava a metade do espaço. Não. Eu não nasci pra ser mochileira!
No dia marcado, acordamos cedinho e as 7h da manhã estávamos em frente a estação de trem de Capistrello (que chic! Descobri que Capistrello aparece na Wikipedia). Pra nossa surpresa, não havia uma viva alma sequer na estação, nem bilheteria. Descobrimos que num cantinho da porta de entrada havia um cartaz, dizendo que por obras os trens de Capistrello para Avezzano (a cidade maiorzinha que fica próxima da cidade natal do Papai - e de onde sai os trens pra Roma) estava temporariamente fora de serviço. Mas havia um ônibus substitutivo. Esperamos alguns minutos, logo foi chegando mais gente e, algum tempo depois, chegou o ônibus. Pedimos um bilhete (passagem) para o motorista do ônibus, coisa que não foi possível: ele não vendia passagens. Sem muita opção (o próximo ônibus sabe-se lá que horas seria) e com a cara mais dura do mundo mundial, subimos no ônibus sem passagem mesmo. Fiquei com medo de ter algum controle ou pedirem as passagens na saída do ônibus e, no final, termos que pagar multa. Já pensou que vergonha? Mas ... estamos na Itália, né? E não teve controle nenhum. A viagem já começou bem, economizamos alguns €urinhos.
Compramos as passagens de trem pra Roma (dessa vez não teve escapatória, porque no trem sim existem controles) e matamos um pouquinho da saudade das paisagens bonitas do trajeto até a cidade do Coliseu.
Chegamos na estação de Tiburtina e de lá pegamos o metrô até o centro, onde estava nosso hotel. Foi impossível não comparar o serviço de metrô entre Rio e Roma. A Cidade Maravilhosa dá de dez a zero em termos de organização, estrutura e limpeza. Pronto falei!
Alguma que outra cara carrancuda (as pessoas seguem mal humoradas, nossa senhora!) e a bagunça na estação de Termini me fez sentir em casa. Pegamos um ônibus ali em Termini mesmo que, logo, nos levou até a zona do hotel.
Olhamos na internet, no Google Maps o endereço certinho. Não tinha como se perder.
Bom, na verdade, tinha sim. Conselho de amigo: nunca fie-se 100% do Google.
Subimos e descemos a ruazinha umas 10 vezes. Entramos em quase todos os prédios. Bisbilhotamos em todos os interfones. Perguntamos em quase todas as lojas, pras pessoas que saíam dos prédios, pros entregadores de bebidas. Demos a volta no quarteirão ... e nada.
- "Beleza, então liga para o hotel".
Detalhe: estávamos sem celular. O cartão pra ligar de orelhão que tínhamos disponível não funcionava. Por sorte, levamos o Ipad e ligamos pelo Skype. Mas o número de telefone que tínhamos caía direto num fax.
Desconfiada como sou, já achei que tinham nos passado a perna. O hotel não existia, pegaram nosso dinheiro e agora estávamos suados, cansados, estressados e sem hotel. Desisti da procura e enquanto o marido ia pra tentativa numero 120 de descobrir aonde raios estava o bendito hotel, fiquei sentada com as mochilas debaixo de uma marquise.
Por sorte, o marido entrou num dos poucos edifícios que ainda não havíamos invadido e encontrou um porteiro gente fina que, quando o marido perguntou pelo hotel, ele sorriu e disse que não eramos os primeiros perdidos por ali.
Resumo, o Google "esqueceu" de que a rua também seguia pra parte debaixo. Uma avenida principal cortava ela no meio, mas o número que queríamos, ao invés de estar pra cima, estava pra baixo.
Eu, que já estava soltando fogo pelos poros e querendo comer o fígado do pessoal do hotel e já tinha um discurso de reclamação prontinho na ponta da língua, tive que ficar bem quietinha. Afinal, a culpa não era deles. E, sendo bem justa, o hotel era bem bonzinho e bem localizado.
Tomamos banho e fomos pra rua, almoçar. Um restaurante que conhecíamos e já tínhamos ido algumas vezes ficava próximo dali. Assim que fomos direto pelo cheiro. Logo, seguimos um passeio meio sem rumo pelo centro. Não tinha sentido fazer vida de turistas na cidade onde vivemos por 3 anos. Não que conheçamos tudo, Roma é enorme e tem muita coisa pra se conhecer. Mas não era esse o nosso objetivo. Passeamos pela Piazza Navona, passamos pelo Pantheon, Fontana di Trevi, paramos pra tomar um refresco, logo seguimos em direção a Piazza Spagna, paramos pra tomar um sorvete e, pra azar do Papai, caímos na Via Del Corso. Foi impossível resistir às liquidações e fui obrigada a fazer umas comprinhas (resultado: tive que comprar uma bolsa extra). Detalhe: não comprei só pra mim, não ... Pequeno ganhou presentinhos e o marido, que não é bobo, aproveitou a onda também.
Voltamos para o hotel, pra descansar mais um pouco (fazia um calorão sufocante - bendito seja o ar condicionado dos hotéis!).
A noite, fomos passear pelas margens do Tevere (Tibre). Adoro a função que existe por ali no verão (existem banquinhas de coisinhas pra vender e bares e restaurantes montados às margens do rio). Esticamos um pouquinho mais o passeio até Trastevere. Tentamos buscar um restaurante que acabamos não achando. Mas encontramos outro, onde comi uma pizza de rúcula muito boa. Demos uma paradinha num barzinho que já conhecíamos de outros carnavais, saboreamos um drinkzinho e, mais tarde, rumamos de volta para o hotel, pois na manhã seguinte, teríamos que sair cedo, direto para Capri.
Não matei toda a saudade de Roma, mas deu pra curtir um pouquinho. Sobretudo reafirmar na retina o que mais sinto falta: as belezas históricas que, isso sim, não há em nenhum outro lugar.



legal esse passeio de vcs, espero que tenham curtido muito Roma novamente... mas na boa, tá faltando histórias das "aventuras do Nicolinha"... hehehe. bjão pra vcs
ResponderExcluirBinho, calma!
ResponderExcluirO que nao faltam sao "aventuras" do Pequeno pivete pra contar ;)
Bjokas, lindinho da tia!