Eu não gosto de escrever muito seguido posts sobre o mesmo assunto. Mas já que o povo está curioso, vamos lá.
Pequeno pediu e implorou muitas vezes pela volta dos brinquedos. O papai, fragilizado (bem manteiga derretida), por várias vezes perguntou se poderia tirar os brinquedos do esconderijo.
- "Não"!
Embora seja a durona da história (porque este papel precisa ser feito por alguém), apesar de não me comover facilmente com os dramas do Pequeno, tenho sim um coraçãozinho que também fica com dó, também sente pena e muitas vezes balança.
Mas como comentei no post anterior, seria trabalho perdido depois de todos os pedidos e de todos os sermões, devolver numa boa os brinquedos para ele. Perderia a batalha e num próximo momento em que necessitasse me impor, Pequeno jogaria com vantagem.
No sábado pela manhã, fiquei organizando a casa, pois um amiguinho do Pequeno viria nos visitar. Pequeno e papai foram passear com a bici. Aproveitando a casa vazia e, também, aproveitando a desculpa da visita do amigo, trouxe os brinquedos de volta para o quarto. Arrumei tudo estrategicamente, desejando observar a reação do Pequeno ao encontrá-los.
Quando chegaram, fiquei observando a reação do Pequeno ao reencontrar os brinquedos. Ficou surpreso, numa mistura de incredulidade, espanto e felicidade, tudo assim misturadinho.
- "Mãeeeee! Tu foi buscar?!"
- "Não fui não. O titio que trabalha no lixão reconheceu que eram teus brinquedos e veio aqui trazê-los de volta."
-"Mesmo, mãe?"
- "Aham!"
E como sou bem malvadinha, pra felicidade dele não ficar completa, disse:
- "Mas eu disse a ele que da próxima vez, não quero brinquedo nenhum de volta. Anotei o telefone dele e, quando for preciso, ele vem aqui recolher os brinquedos, pra nunca mais voltarem."
Aliviado, ele prometeu que iria ser mais cuidadoso e que procuraria arrumar os brinquedos no lugar.
Por enquanto, não precisei - ainda - fazer nenhuma ligação pro "titio que trabalha no lixão".
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Ontem, falando com meu irmão (o Tio Beto) pelo Skype, ele perguntou ao Pequeno sobre os brinquedos. Logo, veio a prima Laura e, também, perguntou sobre o ocorrido. Depois, veio o Dudu, namorado da Laura, querendo saber sobre 'a trágica' história.
Pequeno diz bem baixinho no meu ouvindo:
- "Meus Deus, mãe! Todo mundo ficou sabendo ..."
Pois é ... ninguém mandou escrever cartas pra todo mundo chorar e ficar triste :)
P.S.: quem perdeu a história, está aqui no post abaixo.
Ai como foi bonzinho ele moco do lixao num foi???
ResponderExcluirPara nooooooossa alegria!!!
Pequeno oia ai, num disse que ia ser rapido!!!??
Agora vê se tu cuida dos teus brinquedos hein rapaz?
Por que pelo que eu andei falando com o moco do lixao parece que na proxima vez num tem volta viu?? Se liga ai pequeno!!!!!feliz por vc.
Até que tu nem imagina, andou lendo suas cartas rsrs
bjs mamae que abriu a porta por moco entrar e deixaros brinquedos num foi? rsrs