Proibido para Pessoas Sensíveis.

Pequeno ficou um dia inteiro com o quarto lacrado. Porta fechada e ninguém entrava. O motivo: a bagunça.

Há dois dias vinha pedindo para o menino dar um jeito na muvuca. Sinceramente, já enchi o saco de todo o santo dia juntar brinquedos espalhados por todos os cantos da casa. Aproveitava enquanto o menino estava na escola, assim não tinha o risco de arrumar de um lado e ele bagunçar de outro.

Mas bastava a pequena criaturinha desordeira chegar e, pronto. Literalmente em 5 minutos o caos retornava. Uma bagunça, às vezes, é bom. Mas sempre,  vira desordem. E ele precisa entender que cada coisa tem seu momento e, sobretudo, o seu lugar. E precisa aprender a se organizar. Não tenho empregada, não tenho faxineira e não tenho ninguém pra me ajudar. Assim que, acabei cansando.

Aproveitando que, dia desses, ele me respondeu algo como "está na hora de que eu comece a fazer minhas coisas sozinho" (sim, ele respondeu exatamente assim, neste tom de independência), decidi de maneira totalmente autoritária que SIM realmente era momento de ele começar a fazer as coisas sozinho. Uma delas era arrumar a própria bagunça. Não quero que limpe, que faxine, que passe aspirador ou cera. Quarto de criança não deve ser limpo demais, quase como um espelho. Marcas são necessárias, arranhões fazem parte, uma sujeirinha aqui outra lá não mata ninguém. Mas desordem generalizada não dá!

Na quarta-feira a noite, pedi que arrumasse a bagunça. Passaram-se horas e me dei ao trabalho de, somente, tirar um pouco da desordem de cima da cama, para que ele pudesse dormir.

Ontem pela manhã, novamente, pedi que arrumasse o quarto. Ele fez que não ouviu, debochou da minha cara (nos achamos "os" espertos quando somos pequenos, né?! Uma pena que as mães/pais sejam seres superiores ...), enrolou, enrolou e ainda se deu ao luxo de fazer com que a bagunça só aumentasse.

Quando saímos para a escola, fechei a porta e avisei:

- "Este quarto vai ficar assim. Com a porta fechada, porque não quero nem perder tempo vendo a bagunça lá de dentro. Assim que quando tu voltar, a porta se abrirá para que, finalmente, depois de muito te pedir, arrume essa desordem."

A parede me deu mais atenção do que ele.

Quando voltou da escola, disse que fosse direto para o quarto. Novamente fez que não me escutou. O Papai chegou e deu a mesma ordem: arrumar o quarto já!

Em uma das passadas rápidas pelo quarto, vi que o danado estava jogando toda a bagunça para debaixo da cama. O repreendi e saí novamente.

Passadas algumas horas, escutamos um super estrondo que vinha do quarto do Pequeno. Ele simplesmente havia feito uma montanha com toda aquela bagunça. E, óbvio, em determinado momento a montanha desabou. O vulcão da desordem entrou em erupção. E minha paciência também.

Peguei um saco de lixo e comecei a colocar dentro  tudo o que encontrava pela frente: brinquedos, roupas, sapatos, livros, lápis, etc. Finalmente, foram necessários dois sacos grandes de lixo.

Pequeno entrou em desespero. Berrava:

- "Nãooooo, não faz isso! Eu vou arrumar! Para! Agora eu vou arrumar!"

Expliquei que já havia dado tempo demais e que minha paciência havia chegado ao limite.

Entre soluços, ele gritava:

- "Não faz isso, tu vai me matar do coração, não faz isso!!!"

Tive que virar o rosto para sorrir, não aguentei a dramacidade do Pequeno. Mas tinha que ser firme na minha decisão, ou jogaria por água abaixo horas e horas de trabalho.

Nunca vi Pequeno tão desesperado - e já esperava por isso. Várias foram as juras e promessas. Mas não adiantou de nada. Desesperado, o dramático do meu filho, seguia:

- "Meu Deus! Eu já tô morrendo de saudade dos meus brinquedos. Agora eu preciso contar isso pra todo mundo ... todo mundo vai sofrer comigo!" (não falei que ele é dramático demais??? Merece um Oscar!)

Saiu em disparada e desatou a "escrever" cartas. 

- "Que tá fazendo, menino?"

Soluçando, ele respondeu:

- "Tô escrevendo essa carta pra Beta (prima), essa daqui é pro Murilo (primo), essa é pro coelhinho da Páscoa e essa pro Papai Noel!!!!"



Se pudesse, teria publicado a 'trágica notícia' no jornal.

O "mundo" precisava saber da tragédia que acabara de acontecer.

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P.S.: por consideração aos tios(as), dindos(a), amigos(a), vovós e vovô que deram os brinquedos pra ele (porque 95% dos muitos brinquedos do Pequeno foram presentes deles), óbvio que não os joguei no lixo. Toda a bagunça está estrategicamente escondida em um armário.
O acordo é: se ele aprender a organizar a bagunça, quem sabe, a mamãe aqui vai  "no lixão" e tenta trazê-los de volta.
Parece ser que a terapia de choque está surtindo efeito ... por enquanto.


4 comentários:

  1. Eu sei...eu sei..eu sei que as maes semmmmpre fazem coisas que parecem más mas nao sao, entendo seu lado mae, demais até...masss
    poxa me cortou o coracao ver o pequeno chorando, que dó, ele até tenta se explicar né?...eu ri ele dizer, eu tive uma ideia(fazer a montanha depois que tirei debaixo da cama).
    Ô MAE...POOOOOOR FAVOR...devolver vai...rsrs
    pooooor favor.
    Pequeno recado pra tu.....é só uma pequena licao, que vai passar rapido rapido viu? Todo mundo já está sentido saudade junto com vc até quem nao recebeu carta rsrs(eu) mas olha, se vc ama tanto seu brinquedos assim, tem que cuidar rapazinho, se nao eles vao ficar velhos rapido, vao quebrar e acabar pra sempre, e ai tu vai ficar com saudade? um bjao querido, me doeu o coracao ver vc chorando assim aos solucos, (nem me lembrei que faz parte do seu show rsrs).
    Tati....tu percebeu que ele colocou o choro no volume maior quando te viu na porta? rsrs
    bjao querida...

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  2. Wilqui! Grande defensora do Pequeno :)
    Nessas horas, não dá pra ter coração mole, menina!
    Claro q percebi que qdo ele me viu o tom do choro aumentou, fazia parte do espetáculo.
    Os brinquedos seguem no "lixão" (armário). Tudo vai depender de como ele vai se comportar.
    Bjokas!!
    P.S.: ainda tem certeza q quer ser minha filha? hauhauahua

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  3. rSRSRSRSRSRSRSRS filhos filhos sempre procurando um jeito de nos dobrar, mas é assim mesmo, por mais que pareça dificil, no final eles nos agradeçem, bjoks adorei o blog.
    Ly

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  4. Oi, Lyah!
    Obrigada pela visita! :)
    Concordo com vc. O principal é q antes de sermos pais, fomos filhos. E com o tempo a gente passa a compreender tantas coisas sobre os pais.
    Bjinhos, volte sempre!

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