Pequeno está naquela etapa (que começa não sei quando e termina sabe-se lá onde) de questionar sua existência, a vida, as etapas da vida, os "porquês" das coisas, a morte, etc. E eu estou curtindo demais! As vezes não encontro respostas (pelo menos não as que verdadeiramente gostaria de dar) e outras tantas vezes acabo refletindo, pensando e dividindo com ele questionamentos que vem lá do fundo da alma.
Ontem mesmo veio me dizer que "estava preocupado" e tinha muito medo de ficar velhinho. Porque as pessoas ficam velhinhas e, logo, morrem. Expliquei mais ou menos assim:
- "Filho, pra começar, criança não tem que pensar nisso. Criança tem que pensar em ser feliz, brincar muito, curtir muito, aprender muito, sorrir muito ... essa é a melhor etapa da vida da gente. Depois a gente vai crescendo, fica adolescente, tem outras descobertas, depois vira adulto, tem muitas responsabilidades. Fica muito tempo adulto e bem depois é que começamos a ficar velhinhos. E ficar "velho" não significa morrer, filho! Significa viver muito. Tu vai passar por todas estas etapas e, tenha certeza, quando tu ficar bemmmmmm velhinho todo enrugadinho - ele sorriu - tu nem vai mais te preocupar com o que agora te preocupa. Porque tu vai ter vivido tanto, ter aproveitado tanto e ter aprendido tanto que tu já vai ter todas as respostas que tu procura."
- "Mas mãe, eu tenho muito medo, porque o vô, a vó e a nonna estão velhos."
Então, conversamos bons minutos sobre isso, sobre o medo, sobre a vida dos avós brasileiros e italianos e, também, optei por ser bem direta e explicar que pessoas jovens também morriam, adultos também morriam, crianças infelizmente morriam, etc.
- "Mas mãe, eu tenho muito medo, porque o vô, a vó e a nonna estão velhos."
Então, conversamos bons minutos sobre isso, sobre o medo, sobre a vida dos avós brasileiros e italianos e, também, optei por ser bem direta e explicar que pessoas jovens também morriam, adultos também morriam, crianças infelizmente morriam, etc.
Ele se limitou a perguntar se faltava muito tempo para ficar adulto.
Lembrei da mesma pressa que um dia eu tive. Sonhava com os 18. Lembro exatamente quando tinha dez anos e calculei que faltavam 8 anos, ainda. E esses 8 anos passaram tão rápido que chegaram logo.
Enquanto Pequeno brincava com seus soldadinhos e montava uma 'batalha-amigável imaginária', fiquei pensando que apesar do tempo ter passado (hoje tenho quase o dobro de 18 - ohmygosh!), vejo que os questionamentos sobre a vida e o ciclo dela seguem.
Tem tanta coisa não muito legal acontecendo com tanta gente próxima e querida que, talvez, mais que o Pequeno, meus questionamentos sobre a vida, o significado dela e o futuro estejam latentes como nunca.
Olho pra trás e relembro de tanta coisa vivida com essas pessoas (momentos bons e alguns não tão bons). Lembro deles ativos, fortes, persistentes, insistentes, resistentes. Então, vejo que o tempo passa ... e voltamos a ser quase como lá na infância: frágeis, cheios de medos, necessitando de ajuda, de atenção, de paciência e, mais que nunca, de muito carinho.
Tenho pensado, e muito (que o digam minhas 3 ou 4 noites de insônia) sobre o meu ciclo, o meu futuro. O que será que me espera? Como vai ser? O que vou fazer? Como vou estar? Penso no hoje. Muitas vezes chego a pensar no quanto a vida possa ser injusta. E quem disse que não seria? E quem disse que é?
Vem logo na mente aquele pensamento infantil de que "tudo vai ficar bem" e logo se percebe que "bem" pode até ser que não fique, mas com o tempo a gente vai aprendendo que tudo acontece por um motivo, que leve o tempo que levar, tudo vai acalmando e que existem coisas que, por mais que a gente tente, não conseguiremos consertar e muito menos fazer com que voltem a ser como antes. Simplesmente porque o antes já passou. O agora tá aqui. E o futuro ... quem sabe dele?
Uma grande parcela do futuro, óbvio, depende de nós. Um esforço profissional para garantir, por exemplo, uma velhice mais tranquila financeiramente. Cuidados com o bem-estar e, sobretudo, com a saúde: uma boa alimentação, exercícios físicos. Mas tem tanta coisa que depende do destino, de sorte ou azar, de escolhas. De que mesmo?
Por um momento quis chegar bem pertinho do ouvidinho do Pequeno e dizer: "Filho! Menti. Nem eu sei das respostas, filho ... até hoje. Quem sabe, no dia em que estiver velhinha e algo mais enrugadinha que agora, eu saiba."
Algum dia meu Pequeno vai ler este post e vai entender que muitas vezes pais e filhos compartilham das mesmas dúvidas, dos mesmos questionamentos e, até, dos mesmos medos. Vai entender que questionar a Vida é um ato constante. Somos assim mesmo de complicados.
Vem logo na mente aquele pensamento infantil de que "tudo vai ficar bem" e logo se percebe que "bem" pode até ser que não fique, mas com o tempo a gente vai aprendendo que tudo acontece por um motivo, que leve o tempo que levar, tudo vai acalmando e que existem coisas que, por mais que a gente tente, não conseguiremos consertar e muito menos fazer com que voltem a ser como antes. Simplesmente porque o antes já passou. O agora tá aqui. E o futuro ... quem sabe dele?
Uma grande parcela do futuro, óbvio, depende de nós. Um esforço profissional para garantir, por exemplo, uma velhice mais tranquila financeiramente. Cuidados com o bem-estar e, sobretudo, com a saúde: uma boa alimentação, exercícios físicos. Mas tem tanta coisa que depende do destino, de sorte ou azar, de escolhas. De que mesmo?
Por um momento quis chegar bem pertinho do ouvidinho do Pequeno e dizer: "Filho! Menti. Nem eu sei das respostas, filho ... até hoje. Quem sabe, no dia em que estiver velhinha e algo mais enrugadinha que agora, eu saiba."
Algum dia meu Pequeno vai ler este post e vai entender que muitas vezes pais e filhos compartilham das mesmas dúvidas, dos mesmos questionamentos e, até, dos mesmos medos. Vai entender que questionar a Vida é um ato constante. Somos assim mesmo de complicados.
Lembra dos teus "óculos da invisibilidade"? Coloca eles! rs
ResponderExcluirO segredo é viver cada segundo intensamente, como se fosse o último. Um dia, a gente acerta! rs
A vida é curta? Então curta!
O importante, e gora é sério, é que não estamos sós nesta caminhada. Graças a Deus, temos pessoas queridas ao nosso lado que, se não têm todas as respostas, caminharão conosco rumo ao desconhecido, ao inexplorado, ao angustiante...
Bjão. Fiquem com Deus.
Tio Beto_54