Ó nóis aqui, traveiz!

Voltamos!

Nossa aventura foi vapt-vupt.

Saímos no dia 19/12, sem rumo certo, contando um pouco com a sorte e com muita vontade de pegar a estrada. Mas a coisa já começou não muito bem logo na saída do Rio. Um engarrafamento chato ainda na Avenida Brasil anunciava que o dia seria cansativo. Um pouco de estresse pela passagem por São Paulo (um marido de primeira viagem nas estradas brasileiras, uma mulher cheia de vontade de dar pitaco e um GPS meio doido, misturinha danada!). Quando entramos na Régis Bittencourt suspiramos aliviados.

Ha Ha e Ha. Adoro a frase que diz: "não reclama que sempre pode ficar pior!". Quer um resumo? Quase 7 horas parados num engarrafamento. Sim, você leu bem. Palavras-chave: 7horas - parados - engarrafamento.



Não. Eu não esperava encontrar estradas vazias nessa época de final de ano. Sim. Eu sabia que nas estradas brasileiras existem milhares de caminhões. Pedágios (muitos). Eu também sabia que existem infinidades de obras enroladas que estão há seculos sendo feitas e que não tem previsão de término. Eu sabia de tudo isso. Mas, sinceramente, não esperava pegar um super engarrafamento do tipo.

Em determinado momento até achamos que teríamos que dormir por ali mesmo. Já me via deitando o banco e arrumando uma caminha mais ou menos para meu Pequeno. Por sorte tínhamos de tudo um pouco no carro: água, comida, travesseiro, coberta, etc.

Mas, não foi tudo estresse. Achei até divertido essa mania brasileira de querer puxar papo. O povo desceu dos carros  e caminhões e, logo, iniciava uma conversa. Os caminhoneiros, muito mais experientes, já advertiam:

- "Chiiii, isso vai demorar ...!"

E o mantra que não saía da minha cabeça: "não reclama que sempre pode ficar pior!".

Em determinado momento, o povo não aguentou mais e, só de raiva, resolveu fazer um buzinaço de protesto. Na verdade não sei bem se foi por protesto ou por farra mesmo ... o tédio faz cada coisa com as pessoas! Achei divertido (embora ensurdecedor - estávamos rodeados de caminhões e, convenhamos, buzina de  caminhão tem o seu poder!). Uma pena que não serviu de muita coisa. Seguimos por ali umas duas ou três horas mais. O certo é que ninguém sabia o real motivo da tranqueira. E até agora não descobrimos ... 

Pequeno cantou. Chorou. Resmungou. Dormiu. Conversou. Brincou. Dormiu. Desenhou. Cantou de novo. Dormiu de novo. Ficou entediado. Perguntou umas 500 vezes se ainda "faltava muito". E fez a maior farra buzinando também.

Acabamos chegando na cidade de Registro, ainda no estado de São Paulo, quase a meia-noite. E ainda tínhamos que buscar hotel. Com a ajuda do Ipad (a internet funcionava lenta, mas funcionava), achamos um hotel mais ou menos e fomos direto nele. Com uma cara que misturava cansaço e desespero, com os dedos cruzados perguntei se tinham um quarto disponível para um casal e uma criança de 6 anos. A moça, simpática, com um pouco de resignação, me diz:

- "Eu só tenho um último quarto, mas as camas são de solteiro."

Quase a beijei!

- "Não me importa nadinha ... você tinha um quarto sobrando. Agora ele é meu!"



Tudo o que eu queria era um banho e uma cama. Dormi(mos) feito um anjo.

No dia seguinte, acordamos cedo (na verdade, não muito). Desta vez o trajeto era mais light. Já tínhamos pousada reservada na praia da Armação, Penha/SC. A próxima aventura era levar nosso Pequeno ao Beto Carreiro.

Novamente o GPS enlouqueceu, mas chegamos sãos e salvos ao nosso destino. Já tínhamos um restaurante para conhecer e, como no dia anterior não comemos quase nada, chutamos o balde. Me esbaldei comendo peixe e a caipirinha estava deliciosa. Marido devorou uma tainha inteira, solito. Pequeno adorou a areia (o restaurante ficava na beira da praia) e devorou  o molhinho de camarão.




Não sei se foi pela caipirinha ou pelo cansaço, mas fiquei mortinha com farofa. Antes de dormir ainda deu tempo de aproveitar a piscina da pousada. Logo, desmaiei. Meus "meninos" foram passear pra fazer o reconhecimento do local.




Tratamos de dormir o mais cedo possível. O dia seguinte prometia. Mas, sobre o Beto Carreiro comento no próximo post ;)

Havia dito aos meus pais que chegaríamos na casa deles lá pelo dia 23. Mas resolvemos fazer uma surpresa e chegamos um dia antes.

Pequeno, como prometido e desejado, deu muitos beijos na "careca do vovô". Fez tudo o que quis e o que teve direito: saía com um, logo ia almoçar na casa de outro. A tarde curtia a piscina do tio Renato e, vez em quando, voltava pra casa da vó para dormir. Isso sim: dormia com a vó e com o vô. Pai e mãe serviram somente pra dar "oi".



Nosso Natal foi muito legal, toda a família reunida. O Ano Novo também foi bom, porém com menos gente.

Mas, o mais importante, é que o principal objetivo foi alcançado: estar com minha família. O tempo foi curto. Como sempre ficou muita coisa para depois ... e o depois acabou não acontecendo. Mas pude curtir meus velhinhos e a companhia de meus irmãos.

Deu até tempo de fazer uma "releitura" de nós mesmos.



A viagem de volta pareceu mais cansativa (embora mais tranquila do que a ida). Conseguimos dormir no mesmo hotel em Registro. Até ganhamos um desconto por sermos "clientes frequentes". No dia seguinte, tivemos ânimo e tempo para conhecer o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Ali perdi todo o bronzeado das férias: um calor terrível, suei pra caramba e cheguei no Rio cheia de bolhas. Agora, por um bom tempo, nada de sol. E eu que queria aproveitar uma prainha ... só assim para aguentar a sensação térmica de 50° C que tem feito por aqui.



Chegamos e havia uma surpresa: uma caixa enviada pela família da Itália, com presente para o Pequeno e gostosuras de lá (café, queijo parmesão, chocolate). Adoramos! Grazie, di cuore

E então, felizmente a vida continua ... a saudade já deu as caras. A preguiça de colocar a vida em ordem também permanece. E aqui comigo, um Pequeno que cresceu pra caramba, está moreninho de dar inveja e cheio de energia para curtir o resto das férias.

2014 até que começou bem :))




2 comentários:

  1. Feliz 2014!!!! \0/
    Bjão e até breve. Fiquem com Deus.
    Tio Beto_54

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  2. Olá Queridos!

    Os bons momentos são aqueles que ficam, quanto a saudade...vamos nos adaptando e esperando o próximo encontro, e programando apar que sejam ainda melhores, se é que é possível.
    se cuidem!
    Logo estaremos juntos novamente.


    Renato Fraga
    O do meio, o mais bonito

    ResponderExcluir

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