Como quase sempre ocorre nos finais de semana, acordamos 'não muito cedo', nos enrolamos, deixamos a preguiça predominar e ficamos por casa. Logo, Pequeno foi brincar, marido foi estudar e eu fiquei com a companhia do sofá, curtindo uma cólica daquelas que só quem tem um pólipo sabe do que estou falando.
Mas o dia lá fora estava uma maravilha, a tarde vinha chegando e lembrei que em algum lugar li que teria um concerto em homenagem a Tom Jobim no Arpoador. Um bom remédio pra cólica e simbora pra rua.
A praia estava super cheia. Calorão de 40°C, mar calmo. Pequeno e marido foram salgar as pernas. Encontrei uma sombrinha que, por milagre, estava dando sopa no calçadão e fiquei sentadinha esperando meus meninos.
Aproveitei pra curtir a paisagem, lembrar dos 3 meses que moramos em Ipanema (oh saudade!), analisar as pessoas que passavam, grudar os ouvidos nos assuntos alheios. Logo meus meninos voltaram.
Então, fomos curtir o show. Chegamos cedo. Os músicos ainda estavam afinando os instrumentos. Pouco a pouco o povo foi chegando, o clima foi ficando super agradável, Pequeno até deu uma mini-entrevista e, logo, a música começou. Adoramos!
Saímos um pouquinho antes do show acabar para curtirmos um dos maiores espetáculos da natureza: o pôr do sol nas pedras do Arpoador. Que delícia! Muita gente ali com o mesmo objetivo, uma sintonia muito legal. Como diriam os mais jovens: "todos na mesma vibe!".
Pequeno preferiu brincar na areia, se limitou a perguntar "por que o sol está indo pra debaixo d'água?". Marido e eu ficamos curtindo a paisagem. Quando o sol se pôs todos aplaudiram aquele espetáculo lindíssimo. Respirei fundo e pensei: "algum dia vou sentir saudades disso!".
Logo, seguimos nosso caminho, a pé em direção a Copacabana.
No meio do caminho um tumulto: um assalto. Alguns pivetinhos que estavam em grupo tentaram assaltar um pessoal que estava logo mais a frente. O rapaz saiu correndo e conseguiu pegar o menino (um pouco maior que meu Pequeno - o menino, com certeza, não tinha mais de 10 anos). Ficou aquele tumulto de gente que queria sair correndo dali, outros que queriam ver, outros que ficaram com pena do menino e outros tantos que ficaram gritando "pega ladrão, pega ladrão".
Pouco a pouco fomos saindo da muvuca. Mas, curiosa que sou, não quis perder quase nada. Pra ajudar, do quarteirão seguinte surgia uma manifestação (em contra da Copa). Ou seja, se o negócio já estava tumultuado, imagina como ficou?
Seguimos nosso caminho e, então, Pequeno começou a chorar. Ficou nervoso pela situação, ficou com pena do menino (que era quase como ele) e ficou com medo do menino também. Ele nunca tinha passado por uma situação parecida.
Depois de conversar com o Pequeno, eu e marido sorrimos: um sábado tipicamente carioca - MPB, pôr do sol e assalto.
Só não foi 100% porque acabamos comendo pizza no siciliano :)




Olá queridos!
ResponderExcluirÉ isto mesmo, aproveitem os bons e belos momentos.
O resto é só o resto, mais nada.
Beijos no coração queridos!
Renato
Irmão do meio-O mais bonito
Oi, irmão do meio!
ExcluirÉ o que estamos fazendo, aproveitando os bons momentos da vida e curtindo o que de melhor há no Rio :)
Bjos em todos!!!
O arpuador é mesmo lindo!!! Uma pena estragar esse momento com um assalto. Muito triste pensar no futuro desse menino que já aos 10 anos rouba, deve ser tão normal no mundo em que ele vive. Fiquei com dó do seu pequeno, deve ser muito confuso pra ele viver momentos de felicidade e depois ter que sentir medo. Bom, que no fim ninguém se machucou.
ResponderExcluirOi, Debby!
ExcluirInfelizmente temos uma lei que incentiva que o menor cometa delitos. Muitos são os relatos de pessoas comentando que são assaltadas, vão pra delegacia e, além de aguentar os pivetes tirando onda dizendo que não vai acontecer nada com eles pq são "dimenor", muitas vezes os pivetinhos acabam saindo da delegacia antes mesmo de quem está fazendo a denúncia. Eu morri de pena do menino, como mãe é impossível a gente ficar indiferente, mas fui uma das que gritou "pega ladrão". Ele merecia, ao menos, o susto.
Foi super confuso para o Pequeno sim. Acho que ele entrou numa espécie de "conflito interno" e não sabia nem explicar porque estava chorando.
Uma pena! Mas ... é tb uma triste realidade.
Bjos para vcs!