Pequenices.

Encontramos a vó de uma coleguinha do Pequeno. Conversa vai, conversa vem, ele pergunta pela menina.

- "Ah! Ela foi pra terapia."

Ok. Nos despedimos da senhora e seguimos nosso caminho. Pequeno, então, diz:

- "Que pena que ela não vai pra escola hoje, né mãe?"

- "Quem disse que ela não vai pra escola?"

- "Ué! A vó dela! Não disse que ela foi viajar pra cidade essa ..."

- "Terapia?"

- "É. É legal lá? Tem coisas pra gente conhecer?"

Depois de cair numa gargalhada expliquei que, apesar de não ser uma cidade, na terapia tem um monte de coisa pra se conhecer ;)

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No dentista, fazendo a revisão, Pequeno antes de sentar na cadeira, se certifica:

- "Mas tu vai fazer o quê? Vai botar aquele negócio que dá nervoso no meu dente? Vai tirar meu dente que dói? Vai fazer alguma coisa que dói? Por que tu tá rindo, mãe?"

A dentista, numa paciência de monge budista, explica que não vai fazer nada que dói, que - aliás - ainda nem conhece a boca dele, deixou que escolhesse um avental do personagem preferido, deu lencinho, explicou como funcionava a cadeira, fazendo brincadeiras, contava pra ele para que servia cada aparelho. Explicando tudo em detalhes, Pequeno ficou mais tranquilo.

Alguns minutos depois, conversávamos sobre um possível aparelho que Pequeno teria que usar.

- "Aquele tipo do meu amigo? Tipo do meu primo Murilo?"

- "É ... mais ou menos ..."

- "Yes!", comemorou o futuro Pequeno Menino de Ferro.

Mas, antes da felicidade plena, confirmou:

- "Mas essa coisa de botar aparelho não precisa de cirurgia, né? Nem dói? Nem sai sangue? É só botar assim ... e deu, né?"

- "É ... mais ou menos ..."

Saindo da dentista, ele diz eufórico:

- "Caramba! Hoje eu vou contar pra todos os meus amigos que fiz uma série de exames dentários e que vou usar aparelho."

O peito estufado, uma cara de felicidade ... que, na verdade, não durou muito tempo. Foi só chegar no laboratório pra fazer as panorâmicas que ele já quase desistiu de ser o Pequeno Menino de Ferro :)

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Fui me depilar e Pequeno me acompanhou. Como ele não pode entrar, expliquei que não poderia sair da recepção, em hipótese alguma deveria ir em nenhum lugar com ninguém, que não demoraria muito e que logo sairia daquela sala (apontando para onde iria).  Ele, com cara de "tô nem aí, não precisa te preocupar que já sou grande", só pediu pra ficar jogando no celular. Ok. Pedi pra moça na recepção que só controlasse caso ele resolvesse fazer alguma "arte". Ela disse que sem problemas.

Alguns minutos depois, saio. Pequeno segue jogando. Faço o pagamento, converso um pouco com ele. Pequeno aproveita pra pegar "a última balinha" antes de ir embora.

Quando saímos do centro de depilação, passo a mão no rosto e pergunto:

- "Então, filho! A mãe tá bonita?", disse esboçando um sorriso.

- "O que tu fez lá dentro?"

- "Depilei a sobrancelha, o buço, aqui ó ...", respondi, apontando.

- "Mãe! Tu tá exatamente igual de quando tu entrou lá ..."

Homens! Desde pequenos experts em não perceber grandes detalhes ...

2 comentários:

  1. Olá queridos!
    A ingenuidade do Nicolinha contrasta com a criança esperta que Ele é. Isto é que faz a diferença.
    Beijo no coração de vocês!

    Renato Fraga
    OIM - OMB

    ResponderExcluir
  2. Nessa ultima historia eu nao poderia nao rir ! Mas ri, porque é a mais pura verdade ne ?! hahaha
    MUITO esperto ele! Deve aprender bastante coisa com ele nao é ?!
    Beijo pros dois !

    =*

    ResponderExcluir

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