Finalmente chegou o tão esperado dia. Depois de uma intensa contagem regressiva, uma ansiedade de tirar o sono; depois daquele friozinho na barriga, do medo do desconhecido; depois da mistura de sentimentos (por um lado o desejo insaciável, mas por outro, a vergonha da chacota). Depois de um longo mês de espera, finalmente, o grande dia: dia do Pequeno colocar aparelho nos dentes.
Não adiantou fazer mil e uma recomendações de "não desatar a fazer pergunta sem sentido". Não adiantou dizer: "primeiro deixa a mãe e o pai perguntarem, deixa a doutora explicar tudo direitinho e, só então, se tiver alguma dúvida, pergunte". Nada. Ele já entrou sem nem mesmo o paciente que o antecedia sair da sala de consultas. Já desatou fazendo perguntas, como se não houvesse amanhã.
E a danada da ansiedade, da euforia e do medo fizeram com que o processo fosse mais lento do que deveria (tá bom, não tenho paciência!). Mas a dentista, com uma paciência gigante, digna de quem tem horas e horas de experiência com pequenos, explicou tudo direitinho, conversou, ajustou o aparelho, conversou mais um pouco e tirou todas as dúvidas do Pequeno.
Agora, engraçado como criança tem suas particularidades. Por um lado ele estava ansioso e com medo, mas por outro, estava ansioso e feliz. Por uma parte, estava preocupado que ficaria "feio", mas por outra, insistia para levar o aparelho para a escola (decidimos que hoje ele não irá com o aparelho. Terá o final de semana inteiro para se habituar e aí, sim, a partir da semana que vem, passará a usá-lo na escola também). Por um lado, dizia-se preocupado por não conseguir falar direito, mas por outro, achava graça da maneira engraçada como passou a pronunciar as palavras.
Agora entramos numa nova fase, que será longa, de adaptação, tanto para ele quanto para nós.
Por enquanto, mais ou menos um pouco mais de uma hora que meu Menino de Ferro colocou o aparelho, posso dizer que ele está resistindo (o aparelho dentro da boca, digo!). Só eu que não estou aguentando mais o menino repetindo por casa paçoca, puxa, poxa, desenvolvimento, socorro, difícil e qualquer palavra difícil de pronunciar com o aparelho.
Algo me diz que isso ainda vai render boas histórias aqui para o blog.
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