Pequeno Príncipe.

Festa em homenagem ao Dia das Crianças na escola, tema "Mundo do Faz de Conta". 

Então, a mãe que sempre incentiva a imaginação, pergunta pro filho qual seria a fantasia desta vez. No último carnaval foi de zumbi. Também já teve fantasia de Pinóquio, de Zorro, de Homem Aranha, de Buzz, de Mickey, Pirata, Darth Vader, Drácula. Em tempos mais remotos, teve fantasia de Ben 10, elefante (+ elefante)  e Pato Donald. Até Rei Midas ele já foi.

Deixo a imaginação voar solta e, depois, me viro pra montar tudo e chegar o mais próximo do que ele imaginava. E sempre tento fazer o mais simples possível (financeiramente falando). Não acho legal gastar muito dinheiro numa fantasia que, talvez, use apenas uma vez. Gosto de reutilizar algumas peças que já tínhamos e, caso tenha que comprar algo novo, que seja algo barato e que possa ser útil em outro momento.

De repente, ele solta:

- "Quero ir de príncipe."

- "Príncipe, filho?", e pensei um "que sem graça" logo depois.

- "Aham."

Então, lembrei que numa das festas de final de ano da antiga escola, ele foi vestido de príncipe. Ainda conservava uma capa dourada com a faixa. Precisava comprar uma coroa, uma camiseta branca (porque a que ele havia usado, já foi doada, não servia mais), corda para adornar a camiseta. Ele pediu que desta vez, deveria ter uma espada amarela ou dourada. E, também, deveria ter um brasão.

Ok. Um pouco de tempo perambulando pela Rua da Alfândega e pronto. E assim foi. Quando temos em mente o que precisamos e sabemos onde encontrar, fica tudo mais fácil. A espada e a coroa saíram por menos de R$10. A camiseta foi R$8. O gasto extra ficou por conta do tal do Brasão: não quis queimar muito minha cuca, acabei achando um molde de coroa, comprei caneta de tecido e ... pronto.







Logo eu, que tenho aversão à princesas, produzi um príncipe. E nem adiantou tentar fazer chantagem, dizer que nenhum amigo iria de príncipe, que ele poderia ir de Darth Vader, de Homem Aranha, de Pinóquio, quem sabe. Nem deu bola e ainda ficou mais motivado com a idéia da exclusividade do adereço.

Só que ele não aguentou por muito tempo e, logo, reconheceu o principal motivo da escolha:

- "Ow, mãe! Quer saber por que eu quero ir de príncipe mesmo?"

- "Hum?"

- "É que a 'Mariazinha' [diz ele que é namorada], vai de princesa. Então, tenho que ir de par com ela."

Vendo o sorriso mais sincero do mundo, num rostinho meio feliz, meio encabulado, percebi que ele realmente era um príncipe ... apaixonado.


A ansiedade era tanta, que ficou pronto meia hora antes do horário normal. Ficou entediado, contando os minutos para ir pra festa:


Ficou chateado que eu "esqueci" de comprar o cavalo (isso já era demais pra minha cabeça de rainha mãe!).

Cumprimentou como nunca seus amigos pela rua. Se sentiu "a realeza". E eu fiquei feliz de ter participado na construção de mais um sonho.

Bom, preciso dizer que a festa foi maravilhosa. Voltou pra casa com a camiseta rasgada, sem capa e sem cinto.

Ah! Ele e 'Mariazinha' terminaram o relacionamento. Mas não voltou deprimido, não. Como um bom partido, sua Alteza Príncipe Pequeno arrumou outra princesa que estava dando sopa pelo Reino da Fantasia.

Até no Mundo de Faz de Conta a fila anda que é uma beleza!



Um comentário:

  1. Mas você é prendada, hein??? Arrasou.
    E a Mariazinha vai se arrepender por ter perdido esse principe lindo!

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