Pequeno Youtuber.

- "Ow mãe! Se eu for bem nas provas posso ser youtuber?"

- "Ahn?"

- "Se eu for bem nas provas, posso começar a fazer vídeos para o Youtube?"

- "Tu já tem vídeos no Youtube ... nossos vídeos do blog estão lá."

- "Mãe! Eu não estou falando de vídeo do blog ... eu tô falando de ser um youtuber ... é diferente.  Ter um canal só meu. Posso? Posso? Posso?"

- "Depois a gente conversa sobre isso."

Num primeiro momento iria falar não, um não bem pequenininho mas bem definitivo. Mas antes de tentar pronunciar as três palavrinhas, o anjinho protetor das mães blogueiras apareceu e disse: "não seja contraditória. Praticamente desde que o menino era um bebê você o expôs na internet e, mesmo que seu motivo único e exclusivo tenha sido para manter laços com as famílias distantes e, também, fazer um registro da sua história, Pequeno está exposto sim. Não use agora a desculpa de 'não pode porque é perigoso', não seria correto. Olha a hipocrisia! Ao menos seja coerente na sua desculpa."

Deixei para descascar o pepino mais adiante. E, a verdade, como Pequeno estava muito preguiçoso e enrolão para estudar, achei que em alguma que outra matéria conseguiria motivos suficientes para dizer: "não foi bem? Não tem vídeo".

Mas o danado tirou notas ótimas, mesmo com toda a preguiça do mundo, todos os estresses e discussões possíveis. E, como era de se esperar, logo veio a cobrança:

- "Então ... fui bem nas provas. Agora posso fazer meu primeiro vídeo de youtuber? Já tenho até nome pro meu canal."

- "Então ... isso não vai poder ser assim imediato. Fazer um vídeo não é tão simples. Precisa planejar o que tu quer falar ... se o assunto é interessante ... porque papo chato ninguém vê."

- "Não vai ser chato, não ... e tenho muitas coisas pra contar."

- "Pois é ... mas pra fazer isto, precisa de uma pessoa que te ajude a gravar, supervisione. Porque, como já te expliquei, a internet é legal, mas tem muita gente que usa ela pra fazer coisas não tão legais assim ... algumas até perigosas ... então, a gente precisa ficar de olho."

- "Mas tu me ajuda ... né? Tu edita, faz o vídeo ... e eu faço o roteiro."

- "Posso ajudar ... mas como te disse, isso não pode ser agora, já, neste momento. Precisamos de tempo e agorinha mesmo não tenho tempo pra pensar nisso. Vamos conversar sobre isto depois das férias?"

Achei que tivesse enrolado meu menino. Pelo menos até lá pro final de agosto. Até que, um dia, organizando a mochila da escola, descubro isto:


Já dizia aquele velho ditado: "quem não tem cão caça com  ...". Pois é.

Como ele não tinha câmera para gravar e nem uma mãe para ajudá-lo, resolveu, na escola mesmo, pôr em prática seu grande projeto. Já que não tinha vídeo, por que não fazer um livro?

Foi o que ele fez ... o "1° Livro de You-tuber" do Pequeno Nicola. Ele fez praticamente um roteiro do seu canal, um projeto com todos os detalhes: música, mascote, assuntos, informações, etc. E, não somente isto, fez um livro interativo  e sorteou o livro entre os colegas. Depois de uma disputa acirrada, um coleguinha finalmente consagrou-se merecedor de tamanha obra prima.

Ele deu o livro para o colega e, alguns dias depois, o trouxe para casa para que pudesse fotografar a façanha (por isso no vídeo abaixo, na parte interativa onde foi completada pelo menino, para preservá-lo, risquei o que foi feito). Logo, o devolveu ao sorteado.

E como promessa é dívida e, aliás, como ele mesmo registrou no livro, já tem uma "segunda edição" (embora nem tenha saído o primeiro vídeo) para contar sobre nossa viagem de férias.

Como hoje é o dia dos ditados, fecho o post com um bem próprio para a ocasião: esse menino não dá ponto sem nó.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixa um recadinho pra gente aqui, vai!

o Batizado da Luísa.

     No ano passado, quando fomos pra Lisboa passar a Páscoa (e meu aniversário) com a Carol (dinda do Nick Jr.) e o Renan (senhor seu marid...