Falando Echtranho.

Eu achei que, com essa história de usar aparelho, meu menino fosse dar trabalho. Foi complicadinho fazer os exames - e continuo agradecendo imensamente a calma e paciência da senhora que fez o exame em meu Pequeno. Foi complicadinho colocar o aparelho, a boquinha ainda muito pequena deu trabalho. A dentista teve que cortar, lixar e aguentar todas as náuseas do Pequeno.

Pensei que ele fosse reclamar, pensei que fosse doer, cortar a boca. Já me preparava para brigar com o Pequeno para que usasse direitinho o aparelho.

Também me preocupava o fato do meu Pequeno falante não calar a boca nem um segundo. Achei que ele fosse sofrer, já que falar - uma das suas atividades preferidas - seria difícil. Já  via, em meu pensamento de mãe preocupada, meu Pequeno sofrendo pelos seus silêncios forçados.

Eu não usei aparelho quando pequena (e hoje vejo o quanto era necessário!). Sentia invejinha (daquelas levinhas, inocentes, sabe como é invejinha de criança) dos amigos e colegas de escola que o levavam. Queria ter tido um sorriso metálico, mas não deu ...

Na minha pouca experiência com uso de aparelhos (praticamente nula), pensava todo o contrário do que acabou acontecendo com Pequeno.

Ele saiu do consultório "se amando". Até deu uma estufadinha no peito, acreditando no "poder do aparelho". Naquele mesmo dia já tivemos nossa primeira "briga" pois já queria ir para a escola de aparelho. Não foi. E segue sem ir, para seu desespero (morre de vontade de exibir o aparato para os amigos). Decidi que não, uma vez que ele precisa de cuidado para tirar na hora do lanche, logo precisa escovar os dentes e o aparelho, sem contar as corridas pela escola e os jogos de futebol. Como a dentista disse que usar ou não na escola seria uma opção nossa (dos pais), achei melhor não. 

Ele usa o aparelho para dormir (apenas na primeira noite o aparelho "acordou" nos pés do Pequeno), usa pela manhã até a hora do almoço e volta a usá-lo quando chega da escola.

Não doeu nada, não machucou nem incomodou.

E eu, que já sofria pelo meu menino falante, tive uma grande "decepção": descobri que ele não tem nenhum problema para falar. Aliás, achando-se o máximo falando "estranho", o que ele menos faz em casa é ficar quieto ...


2 comentários:

  1. Eu comecei a usar óculos de grau aos 5 anos e lembro que me senti muito orgulhosa e feliz ao exibir meu novo aparato na escola. Lembro até que alguns coleguinhas tentaram me chamar de "4olhos", mas sabe que eu tava tão feliz e era tão inocente que nem entendi a procedência do apelido e por isso nem liguei e já que não surtiu efeito, pararam de encher o saco também.

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  2. Que paixão!
    Bella, confesso que também sofri, na época de Colégio, dessa invejinha dos colegas de sorriso metálico. Sobretudo quando ouvia os "gatinhos" comentarem das peripécias para beijar um sorriso metálico rsrs aí Que a inveja batia forte ahahaha
    Mas, falemos do Nicolinha! Ele não existe! Me lembra muito a Carolzinha e o Fraquinha e com as pitadas da irreverência e o humor da Beta. Hehe ou seja, um autêntico membro do Clã dos Fraga ������

    Baci, Bella amica!

    Rose Mazza

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