Domingo na Arena.

Passamos uma semana no Sul. Depois de muito tempo (eu diria uns 15 anos), pude celebrar um aniversário perto da minha família gaúcha.

Uma semana cheia de festa, celebrações (tive umas 3 festas de aniversário - tá bom! Era apenas uma desculpa esfarrapada pra todo mundo se juntar e bebemorar), casamento do dindo do Pequeno  (onde eu e marido fomos padrinhos e Pequeno foi pagen). Também aproveitamos para encontrar com a Laurinha, amiga do Pequeno. Aproveitaram o pouco tempo que tiveram e brincaram bastante. E como se não bastasse tanto evento e compromisso, fomos a dois jogos do nosso Grêmio. Dois jogos em uma semana, sortudos demais!

No último jogo de domingo, onde o nosso Grêmio tentava passar para a final do Campeonato Gaúcho, Pequeno recebeu uma surpresa inesquecível, que foi guardada à sete chaves.

Alguns dias antes, o Nando - dindo do Pequeno - disse que havia conseguido para que Pequeno entrasse em campo no jogo de domingo. Decidimos não contar nada com antecedência para que ele não ficasse ansioso, contando também que alguma coisa não desse certo e daí quem aguentaria a criatura resmungando?

Choveu muito na tarde de domingo, o panorama não era dos melhores, mas fomos devidamente e literalmente encapados para o estádio. Reconheço que estava bem ansiosa para contar logo para Pequeno que teria uma tarde super especial. Na verdade, acredito que todos que estavam ali (meus irmãos e marido) e também os que haviam ficado em casa (tios, primos e o próprio dindo) também tenham ficado ansiosos.

A chuva apertou bem na hora em que eles entraram em campo, o que fez com que todo o processo de cerimonial pré partida fosse adiantado ao máximo. Não deu tempo nem da TV pegar imagem dos pequenos (pra tristeza da família que ficou ligadíssima na televisão). Eu e meu irmão mais velho ficamos na arquibancada, curtindo de longe, tentando decifrar aonde estava Pequeno. Para nossa surpresa, ele não só havia realizado o sonho de pisar no gramado da Arena, como o havia feito de mãos com seu grande ídolo, o goleiro Marcelo Grohe.

Meu outro irmão e o marido ficaram nos bastidores, aguardando Pequeno, sem poder fazer nenhuma foto ou imagem do grande momento.

Pequeno ficou eufórico, sorria feliz (muito! O rostinho era só sorrisos), tremia e dizia não acreditar.

- "Mãe! Parece que vou acordar a qualquer momento e que tudo vai ser apenas um sonho!"

Como ficamos sentados longe e como o marido não conseguiu registrar a entrada dele, ficamos um pouco tristinhos (e Pequeno mais ainda, pois quando voltou para o Rio alguns colegas da escola não acreditaram nele), pois não tínhamos nenhum registro fotográfico do momento.

Mas com a ajuda do querido João (amigo e sobrinho de coração), conseguimos o registro. Agora, esse momento tão importante e especial ficará para sempre registrado no ❤ e num belo de um porta retrato.

Obrigada João e dindo Nando por propiciarem tamanha felicidade ao meu Pequeno! Obrigada tio Beto e tio Renato pela parceria, pelo apoio e pela felicidade que erradiaram! Obrigada também ao fotógrafo  Lucas Uebel/Grêmio pelo registro. Conseguiu captar um sorriso meio tímido, mas que transmitia uma felicidade incontrolável por estar vivendo um momento inesquecível.

Nosso Grêmio ganhou o jogo - e diga-se de passagem um jogaço emocionante! - mas como havia perdido no jogo anterior, não conseguiu se classificar. O dia estava feio, escuro, frio e chuvoso. Mas Pequeno já sabe que ser tricolor vai mais além do que celebrar vitórias, dias de glória e jogo fácil. Ele sabe que seremos Grêmio ... aonde o Grêmio estiver!

2 comentários:

  1. Este foi um daqueles momentos que jamais sairá de nossas memórias, imaginem dele. Que bom estar juntos, em mais este momento. Valeu Nicolinha, tu merces isto e muito mais.

    Tio Renato
    OIM - OMB

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