- "Eba! Agora tenho animal de estimação!", falou Pequeno desde o seu quarto.
Enquanto isso, organizava algumas coisas e não dei bola para o papo do Pequeno. Ele costuma falar enquanto brinca, cria mundos, personagens e situações imaginárias.
- "Agora tu vai ser meu animal de estimação, tá?!", disse Pequeno.
Achei que ele estava de papo com alguns dos seus bichos de pelúcia.
Escutei que ele foi para a cozinha e, logo, retornou para o quarto.
Alguns minutos depois, ele grita:
- "Manhê! Tenho um animal de estimação. E ele é meio tartaruga, meio cobra."
Continuei sem dar papo pra ele. Dessa vez, pensei que ele estava fazendo alguns dos muitos desenhos cheios de imaginação, cores e formas.
- "Manhê! Vem ver meu bicho!"
- "Depois! Agora não posso."
Não aguentando a ansiedade, veio até aonde estava, com um pote pequeno de plástico em mãos.
- "Olha!"
- "Olha o quê?"
- "Meu animal de estimação."
- "Tá, Nicola! Agora não dá pra brincar, tenho que terminar aqui."
- "Não tô brincando. Olha! Meu animal ... ele é maneiro! Ele é meio tartaruga. Coloquei ele aqui dentro pra não fugir. Porque agora ele vai ser meu. Tenho que pensar num nome ..."
Então, sem grandes expectativas, abro o pequeno pote plástico e, para minha surpresa, lá estava uma nojenta e asquerosa de uma ...
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... traça! Sim! Ele adotou a danada como animal de estimação.
Pena que a "adoção" não durou muito tempo.
Logo, ficou furioso que tirei seu animalzinho do pote e esmaguei bem esmagadinho antes de jogar no lixo.
E enquanto revisava o quarto para ver se achava mais animais "meio tartaruga-meio cobra", tive que aguentar a reclamação:
- "Que droga! Ele nem comia roupa nada. Imagina?! Um bichinho daquele destruir roupa ... que saco!"

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