GENTILEZA. Tá aí uma palavrinha que anda bem escassa ultimamente. Está bem difícil sermos gentis. Todos os nossos problemas diários andam prevalecendo para que não sejamos amáveis e distintos para com o próximo.
Ontem mesmo estava num elevador: o ascensorista, uma senhora e eu. Ao chegar no andar da senhora, o ascensorista informou: "Quarto andar! Tenha uma boa tarde!". Silêncio total. Ao abrir a porta a senhora saiu com pressa e com cara de poucos amigos. O ascensorista apertou o botão para fechar a porta e baixou o olhar. Talvez desiludido com a ignorância da senhora, talvez tivesse doído mais em mim a falta de educação. Talvez ele já estivesse acostumado com o desprezo corriqueiro dos transeuntes do prédio. Ao chegar no meu andar: "Sétimo andar. Tenha um bom dia!". Então, respondi: "Muito obrigada, meu amigo! Um bom dia para você também!". Ele sorriu. Não custou nada e me senti aliviada e feliz por ter contribuído para um sorriso. Ele foi gentil comigo. O mínimo que poderia fazer era retribuir a gentileza. O meu lado "happy-flower-zen-ingênua" me faz pensar que o mundo seria mais tranquilo e bom se praticássemos com mais frequência o amor ao próximo, no mínimo detalhe que fosse.
Mas, enfim ... o que venho contar é que teve um evento na escola do Pequeno e ele foi escolhido para representar o Profeta Gentileza. Como mãe, morri de orgulho pois, dentre muitas das qualidades que meu filho tem, uma delas é a gentileza.
Ele ficou muito feliz também com o convite. Até escreveu uma cartinha para a professora agradecendo pela oportunidade. Cartinha que a profe retribuiu com um imenso carinho (e como sei que ele passou o endereço do blog para a profe, aproveito para agradecer publicamente pelo carinho, "Tia Rafa"!).
Pequeno precisava ir vestido como o Profeta Gentileza. Lá fui eu para a internet pesquisar, porque bem da verdade, conhecia bem pouco da história dele.
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| imagem pega aqui |
Li algumas coisas e várias versões para a história do Gentileza. Algumas versões desencontradas e outras totalmente opostas. Mas o fato é que ele existiu, teve uma família (o bisneto dele estuda na escola do Pequeno - e Pequeno achou o máximo quando o menino foi conversar com eles sobre o bisavô) e se ele era louco, doido varrido ou violento eu não sei. Sei que ele foi alguém que realmente existiu, que ainda existem alguns dos seus escritos (infelizmente não todos) e que ele tem sua parte de história representada numa linda música:
Bom ... consegui que uma costureira fizesse a túnica para Pequeno, mas precisava dos meus nulos dotes artísticos para dar prosseguimento: precisava fazer a arte da túnica. Fiz umas duas ou três tentativas de pintura, até que cheguei na final:
Não foi fácil imitar os traçados do Gentileza, mas fiquei bem feliz com o resultado final.
Rapidinho pintei a estrela e a imagem da Sagrada Família imprimi, colei num tecido e, logo, costurei na túnica.
Pequeno amou sua roupa. Se sentiu o próprio Gentileza e fez sucesso com os amigos que após a apresentação fizeram questão de tirar uma foto com ele.
E assim como - dizem - fazia o Gentileza, Pequeno me disse:
- "Ow mãe! Me chama de maluco!"
Sabendo que ele estava atuando no papel do Profeta, sigo a ordem:
- "Seu maluco! Doido!"
- "Sou maluco para te amar e doido para te salvar!"
Gentileza gera gentileza!
Quem sabe, algum dia a gente aprende ...





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