O ano era 2009. Pequeno (atualmente Nick Jr.) frequentava a escolinha (a primeira) em Roma.
Numa tarde qualquer, chego na escola para buscá-lo e, lembro como se fosse agora mesmo, o olhar de desespero da assistente da escola. De uma maneira muito preocupada, constrangida e nervosa, me contou que uma coleguinha (a melhor amiga do Nicola) havia, sem querer, batido com um caminhão de brinquedo no rosto dele.
Eu ainda não o tinha visto e, pelo desespero dela, comecei a me preocupar.
Logo Nicola veio. Apareceu com uma ferida, nada de grave nem desesperado, bem na bochechinha. Dava peninha porque ele era redondinho bochechudo coisa mais fofa deste mundo mas aparentemente não tinha nada de exagerado ou preocupante por ali. Tanto que ficou por isso mesmo.
Francesca, a amiguinha preferida (que mesmo depois disso seguiu sendo a preferida) pediu desculpas, a mãe da Francesca também se desculpou. E pronto. Nada demais. Acontece.
E a vida que seguiu ... e tanto seguiu sem preocupação que, procurando registros deste momento, acabei me dando por conta de que ... não tem registros deste momento (tamanha a não importância que demos).
Pequeno foi crescendo ... e junto com ele uma cicatriz boba, que dependendo do momento, aparecia mais ou menos:
Tem que fazer um esforço muito grande para conseguir enxergar a marca na bochecha do Pequeno Nicola.
Nesses dias, enquanto tomávamos nosso chimarrão, percebi o quão profunda, grande e aparente virou essa danada dessa cicatriz. Ele cresceu ... e ela cresceu junto com ele.
Ficou ali, pra sempre, registrado no rosto do pequeno Nick Jr. a marca de um momento bobo.
Ao longo da sua vida, Nick Jr. foi acumulando cicatrizes: os infinitos tombos de bicicleta, machucados de futebol ... até algumas míseras picadas de mosquito deixaram marcas pra sempre. Aliás, uma dessas cicatrizes de picada de mosquito rendeu até um estresse quando fomos morar no Rio de Janeiro (contei aqui). Tombos de skate, patinete, tombos na praia também deixaram alguma que outra marca.
Mas ... quem nunca? Eu tenho muitas ... marcas nos joelhos dos tombos que levei quando pequena, a cicatriz que carrego na mão por conta de um copo de vidro que quebrou enquanto lavava louça, cicatrizes por conta das minhas alergias. Mas a maior cicatriz que tenho é a que carrego com orgulho: a cicatriz da cesárea.
O Nick Sr. também, cheio de cicatrizes: na palma da mão quando caiu em cima da lareira (acesa) quando era criança, as marcas nos ombros por conta dos pontos de uma cirurgia ... e por aí vai.
Quem não tem cicatriz não tem história pra contar ...
Quem não tem cicatriz não viveu… que venham outras curáveis
ResponderExcluirTia Eliane
ResponderExcluirAi, meu Deus! Que delícia ver essas fotos do meu “godinho”! Esse foi só o início de todas as cicatrizes que ainda virão, as visíveis e aquelas que só a gente sabe que tem. Que as visíveis continuem sendo um charminho, que nem essa. E as invisíveis, elas acabam sendo inevitáveis, mas, esse “pequeno” sabe que ele tem os melhores pais do mundo, com quem ele pode contar sempre, e também tem uma dinda babona que tá sempre aqui! 💖
ResponderExcluirAmo vocês!
Dinda do “pequeno” e mamãe da Lulu! :)